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"Fiz o que achei que fosse melhor para a sociedade", diz Janot

O ministro disse que não leva "nenhuma" mágoa do seu período como procurador-geral. Na segunda-feira, 18, tomará posse sua sucessora, Raquel Dodge

Janot: "Agradeço muito a vocês e agora vou descansar, porque preciso", disse Janot (Adriano Machado/Reuters)

Janot: "Agradeço muito a vocês e agora vou descansar, porque preciso", disse Janot (Adriano Machado/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 14 de setembro de 2017 às 18h51.

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Brasília - Ao deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse ter feito o que ponderou ser o melhor para o desenvolvimento da sociedade brasileira e combate à corrupção no Brasil.

Janot participou da sua última sessão na Corte, já que amanhã é o último dia útil do seu mandato como PGR. Minutos antes de falar com a imprensa, a PGR protocolou a nova denúncia contra o presidente Michel Temer.

"Dei nesse período o meu melhor, fiz aquilo que achei que fosse o melhor para o desenvolvimento da sociedade brasileira, para o desenvolvimento do processo civilizatório do Brasil e espero que assim continue e tenhamos dado um passo a diante no combate a essa corrupção endêmica que vigora no Brasil. Agradeço muito a vocês e agora vou descansar, porque preciso", disse Janot.

Questionado, o procurador-geral disse que não leva "nenhuma" mágoa do seu período como procurador-geral e que "jamais" cometeu algum ato que configure abuso de autoridade.

Janot assumiu a chefia do Ministério Público Federal para mandato de dois anos em 2013 e foi reconduzido ao cargo em 2015. Na próxima segunda-feira, 18, tomará posse a sucessora do atual procurador, a subprocuradora Raquel Dodge.

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