Orelhão: presente em diversas cidades brasileiras, o aparelho quase deixará de existir no Brasil (.)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 17h13.
A maioria dos mais de 38 mil telefones públicos começará a ser retirada das ruas de todo o Brasil a partir deste mês de janeiro.
Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), após o fim do contrato de concessão com as concessionárias do serviço (Algar, Claro, Oi e Telefônica), os aparelhos serão desativados em milhares de cidades brasileiras.
Não há um prazo determinado para que os aparelhos sejam retirados, mas a Anatel avalia solicitar um plano de retirada dos terminais, além de possibilitar que a população solicite a remoção dos orelhões nas centrais de atendimento das prestadoras.
Os orelhões serão mantidos apenas em municípios onde não há rede de celular disponível, pelo menos até 31 de dezembro de 2028.
A expectativa é que o Brasil mantenha pelo menos 9 mil aparelhos após a retirada que começará neste mês.
Desde 2020, o país vem registrando uma redução vertiginosa no número de orelhões nas ruas. Eles caíram de 202 mil para 38 mil em cinco anos.
A agência afirma que o fim dos aparelhos ocorreu após uma discussão sobre a mudança do modelo de concessão.
As empresas não terão mais a obrigação de manter os orelhões, mas deverão realizar investimentos em infraestrutura de telecomunicações no país, como a implantação de fibra óptica e antenas de telefonia celular (com tecnologia de no mínimo 4G) em locais sem essas tecnologias, além de expandir a rede de telefonia celular em municípios, implantar cabos submarinos e fluviais, garantir conectividade em escolas públicas e construir data centers.
Criado em 1971, o orelhão brasileiro se diferenciou das cabines telefônicas de outros países. O modelo, criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, tinha um formato específico para manter a qualidade acústica.