Filho de Bolsonaro diz que PSL quer presidente da Câmara "afinado"

"A gente vai articular para colocar um nome identificado com as bandeiras de Jair Bolsonaro", disse Eduardo

Brasília - O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidenciável Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira que seu partido tentará eleger um presidente da Câmara afinado com as bandeiras defendidas pelo pai, caso este seja eleito, e no Senado não descarta apoiarem um emedebista para presidente, mas rejeitou o nome de Renan Calheiros (MDB-AL).

"A gente vai articular para colocar um nome identificado com as bandeiras de Jair Bolsonaro", disse Eduardo a jornalista, referindo-se ao futuro presidente da Câmara dos Deputados. "Não necessariamente do PSL, pode ser de outro partido."

Contudo, deixou claro que ainda é preciso aguardar o resultado do segundo turno da eleição presidencial, que ocorre dia 28 de outubro. O candidato do PSL disputa contra Fernando Haddad, do PT, após vencer o primeiro turno com 46 por cento dos votos válidos.

Eduardo explicou que não há nenhum nome em mente para o cargo. Perguntado sobre a possibilidade de ele mesmo ser o escolhido, o deputado explicou que há uma dúvida de interpretação da Constituição juntamente com o regimento interno da Câmara.

Isso porque, o regimento afirma que basta ser deputado e brasileiro nato para se candidatar ao comando da Câmara, por outro lado, o presidente da Casa está na linha sucessória da Presidência da República, e a Constituição estabelece que é preciso ter ao menos 35 anos para ser presidente da República. Eduardo Bolsonaro tem 34 anos.

"Eu já ouvi gente falando que não poderia, por estar na linha sucessória... e já vi outras pessoas falando, advogados falando, que poderia sim porque a atribuição principal seria ocupar a Câmara aqui", ponderou.

Na segunda-feira, o presidente licenciado do PSL e deputado eleito, Luciano Bivar, disse à Reuters que o partido deve reivindicar a presidência da Câmara.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de um presidente do Senado vindo do MDB, Eduardo afirmou que só será possível uma avaliação em cima de nomes, já que o partido contempla parlamentares de diferentes correntes políticas. Como tem a maior bancada no Senado, o MDB teria direito ao cargo com base na tradição da Casa.

O deputado, no entanto, foi taxativo ao rejeitar o nome de Renan Calheiros, senador reeleito por Alagoas.

"Não, Renan Calheiros está fora", disse. "Ele é contra a redução da maioridade penal, ele é contra rever o desarmamento, as pautas que ele defende são totalmente diferente da gente, sem contar que ele estava de mãos dadas com o Haddad lá na terra dele."

 

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