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Fachin dá 10 dias para Witzel explicar política de segurança do Rio

Ação apresenta dados para demonstrar a situação de vulnerabilidade vivida pela população mais pobre nas comunidades

Operação na rotina: ação do PSB também pede vedação do uso de helicópteros como plataformas de tiro, a garantia da inviolabilidade de domicílios (Ricardo Moraes/Reuters)

Operação na rotina: ação do PSB também pede vedação do uso de helicópteros como plataformas de tiro, a garantia da inviolabilidade de domicílios (Ricardo Moraes/Reuters)

AO

Agência O Globo

Publicado em 6 de dezembro de 2019 às 09h59.

Brasília — O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de dez dias para o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, apresentar explicações sobre a política de Segurança Pública do estado. Fachin também deu prazo de cinco dias para o advogado-geral da União, André Mendonça, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, se pronunciarem sobre o tema.

A decisão foi tomada em uma ação do PSB contra “graves lesões a preceitos fundamentais da Constituição praticadas pelo estado do Rio de Janeiro na elaboração e implementação de sua política de segurança pública, notadamente no que tange à excessiva e crescente letalidade da atuação policial”.

A ação apresenta dados para demonstrar a situação de vulnerabilidade vivida pela população mais pobre nas comunidades, bem como o desamparo de policiais em situações de violência. O partido cobra a apresentação de um plano que contemple todos os agentes afetados pela situação do Rio.

Na ação, a legenda pede que sejam adotadas medidas para garantir a melhoria das condições de trabalho dos agentes de segurança — entre elas, providências para garantir o acompanhamento psicológico dos policiais.

Também pede a vedação do uso de helicópteros como plataformas de tiro, a garantia da inviolabilidade de domicílios, o uso de ambulâncias e equipes de saúde em operações policiais, além da realização de operações policiais em áreas próximas a escolas, creches, hospitais e postos de saúde somente em casos excepcionais.

Somente depois de receber as informações solicitadas, Fachin, o relator da ação, decidirá se decide o pedido de liminar sozinho, ou se encaminha o caso para o julgamento no plenário do STF, formado pelos onze ministros.

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