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Executiva do PSDB aprova por unanimidade fusão com Podemos

A expectativa é que os dois partidos discutam durante o próximo mês detalhes da fusão, como o nome definitivo, marca, mascote, estatuto e programa partidário da nova sigla

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 29 de abril de 2025 às 15h09.

A Executiva Nacional do PSDB autorizou nesta terça-feira, 29, por unanimidade, o avanço das negociações para uma fusão com o Podemos. A união dará origem a um novo partido, com nome provisório de "PSDB+Podemos".

A cúpula definiu ainda a convocação de Convenção Nacional para o dia 5 de junho que vai deliberar sobre o tema e sobre eventuais alterações no Estatuto do Partido necessárias à fusão. A expectativa é que o Podemos também convoque uma convenção nacional no mesmo mês para validar as mudanças. A fusão precisa ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Na convenção nacional, membros do diretório nacional, delegados estaduais e parlamentares do Congresso Nacional podem votar. O colegiado tem a prerrogativa de aprovar ou rejeitar a proposta. 

A expectativa é que os dois partidos discutam durante o próximo mês detalhes da fusão, como o nome definitivo, marca, mascote, estatuto e programa partidário da nova sigla.

Os dois partidos somados tem 28 deputados se será a sétima maior bancada da Câmara caso a fusão seja concretizada. No Senado, a fusão pode ser a quarta maior bancada da Casa, com 7 senadores.

Em nota, o partido diz que "a partir de agora, as consultas serão ampliadas e as várias instâncias partidárias serão ouvidas". 

Renata Abreu, presidente do Podemos, disse, em nota, que a decisão do PSDB fortalece o "caminho que já vínhamos construindo, pautado pelo diálogo, respeito mútuo e pela busca de uma alternativa sólida para o Brasil".

Fusões partidárias no Brasil

Em 2022, houve somente um pedido de fusão: o Partido Social Liberal (PSL) e Democratas (DEM) originou o União Brasil.  Já em 2024, a união do PTB e Patriota foi aprovada e gerou o Partido Renovação Democrática. 

A prática se tornou mais evidente nos últimos anos, especialmente após a implementação da cláusula de barreira. Essa regra define, com base no número de votos válidos e no total de deputados eleitos, quais partidos terão acesso a recursos públicos mensais para custear o funcionamento das siglas, conhecidos como fundo partidário, e ao tempo de propaganda em TV e rádio.

Segundo o TSE, a fusão deverá seguir uma série de regras, como:

  • Os órgãos de direção dos partidos políticos deverão elaborar projetos comuns de estatuto e programa;
  • Os órgãos nacionais de deliberação das legendas em processo de fusão votam, por maioria absoluta, os projetos e elegem o órgão de direção nacional que promoverá o registro do novo partido originado; 
  • Após deferimento do registro da nova agremiação partidária, serão cancelados os registros dos órgãos de direção estaduais e municipais das legendas extintas.
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