EXAME/IDEIA: para 63% dos brasileiros, crise em Manaus vai se espalhar

Pesquisa também mostra que 33% atribuem a responsabilidade da crise ao comportamento da população. Outros 26% culpam o governo do Amazonas e 18%, o governo federal

Para 63% dos brasileiros, a crise de saúde pública em Manaus, com a falta de oxigênio e outros insumos hospitalares, deve atingir a cidade onde moram. Apenas 7% acreditam que seu município não passará pelos mesmos problemas da capital amazonense, enquanto 14% não souberam responder e 16% consideram que sua cidade dificilmente enfrentará uma situação parecida com a de Manaus.

Os dados constam da pesquisa de uma pesquisa exclusiva EXAME/IDEIA, projeto que une Exame Research, braço de análise de investimentos da EXAME, e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. Clique aqui para ver o relatório completo. 

O levantamento foi realizado com 1.200 pessoas, por telefone, em todas as regiões do país, entre os dias 18 e 21 de janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Entre os brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos, 55% acreditam que seu município provalmente terá que enfrentar a mesma crise pela qual Manaus está passando.

A fatia da população com maior grau de instrução compartilha da mesma opinião: 52% das pessoas com diploma universitário dizem que a cidade onde moram possivelmente será atingida pela falta de insumos básicos de saúde, como aconteceu na capital do Amazonas.

Essa preocupação também chegou ao Sudeste. Entre os moradores da região, 66% acreditam que uma crise com proporções semelhantes a de Manaus poderá impactar seu município, mesma opinião de 63% das pessoas que vivem no Nordeste e Centro-Oeste.

"Grande parte dos brasileiros está acompanhando a situação no Amazonas e não têm ilusões que essa situação deverá ficar restrita a Manaus, com a Covid-19 se espalhando cada vez mais por todas as regiões do país", diz Maurício Moura, fundador do IDEIA.

Em relação às responsabilidades da crise de saúde em Manaus, 33% apontam o dedo para o comportamento dos moradores locais. Outros 26% responsabilizam o governo do Amazonas, 18% culpam a gestão federal e 6% apontam para a esfera municipal.

 

Cerca de 42% dos brasileiros das classes D e E apontam os próprios moradores de Manaus como os maiores responsáveis pela crise, diante de 30% das classe A e B. "A população mais pobre é a que mais enfrenta aglomerações em seu cotidiano, seja no local onde moram, no transporte público ou em outras situações", diz Moura.

Para 31% dos que concluíram o ensino médio ou superior, o governo do Amazonas é o principal culpado pelos problemas de saúde pública na capital do Amazonas. No estrato da população que ganha mais do que cinco salários mínimos, 28% atribuem essa responsabilidade ao governo federal, assim como 28% dos que possuem diploma universitário.

 

Mesmo com todos os problemas, a maioria acredita que a situação em Manaus vai melhorar, o que é particularmente verdadeiro para 50% dos moradores da própria região. No Centro-Oeste, 51% revelam a mesma esperança, assim como 49% dos sulistas. "O quadro em Manaus é tão sério que boa parte da população acredita que não pode piorar ainda mais", diz Moura.

 

 

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