Brasil

Eunício: votação de Moraes será, no máximo, em 3 semanas

O candidato à ministro do Supremo precisa ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de sua indicação ser votada pelo plenário

Eunício: ele pretende instalar a comissão até quarta-feira, 8, quando o presidente do colegiado já indicaria um relator para a avaliação de Alexandre de Moraes (Divulgação/Agência Senado)

Eunício: ele pretende instalar a comissão até quarta-feira, 8, quando o presidente do colegiado já indicaria um relator para a avaliação de Alexandre de Moraes (Divulgação/Agência Senado)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 6 de fevereiro de 2017 às 20h50.

Após o presidente Michel Temer indicar o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), é a vez do Senado de referendar a indicação, anunciada nesta segunda-feira, 6.

De acordo com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a votação em plenário da indicação de Moraes deve acontecer, no mais tardar, em três semanas.

O candidato à ministro do Supremo precisa ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de sua indicação ser votada pelo plenário.

Eunício pretende instalar a comissão até quarta-feira, 8, quando o presidente do colegiado já indicaria um relator para a avaliação de Alexandre de Moraes.

O relator deve entregar parecer na quarta-feira seguinte e conceder vista coletiva aos demais membros da comissão.

Assim, a discussão seria retomada na próxima reunião da CCJ, em 22 de fevereiro, quando os senadores já realizariam a sabatina e votação da indicação de Moraes para o STF.

Como presidente do Senado, Eunício já se comprometeu a trazer a votação da indicação de Moraes para análise do plenário no mesmo dia em que sair da CCJ.

Ele relembrou que o presidente da CCJ, que ainda não foi indicado, pode acelerar esse trâmite convocando reuniões extraordinárias. "Teremos uma definição, no mais tardar, em três reuniões da CCJ", garantiu.

O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que o presidente Michel Temer decidiu indicar Moraes após uma análise técnica de seu currículo.

"Moraes é um jurista referenciado, inclusive bibliograficamente. Ele tem uma natureza de formação que vem do Ministério Publico, passou por vários setores do Judiciário e é um nome preparado para assumir o Supremo", defendeu.

O senador afirmou que é natural que a oposição tente politizar a indicação do nome de Moraes, mas que a decisão será tomada após "profunda sabatina" na CCJ.

Moraes é filiado ao PSDB e foi indicado pelo partido para assumir o Ministério da Justiça.

Acompanhe tudo sobre:SenadoSupremo Tribunal Federal (STF)Governo TemerAlexandre de Moraes

Mais de Brasil

Paes e Ceciliano trocam farpas em disputa ao governo do Rio

Moraes suspende parte das regras para operação de motoapps em São Paulo

Fim dos orelhões no Brasil? Número de aparelhos caiu 81% em 5 anos

Os 10 carros mais roubados em São Paulo