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Enem 2021 fecha hoje inscrições: veja datas e informações sobre a prova

As inscrições para o Enem 2021 terminam nesta quarta-feira, 14 de julho. Veja como se inscrever

As inscrições para a edição 2021 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terminam nesta quarta-feira, 14 de julho. O prazo começou no dia 30 de junho, e a prova está inicialmente marcada para novembro.

O Enem é considerado o principal vestibular do país, com cerca de 5 milhões de estudantes fazendo a prova anualmente. A pontuação dá acesso a programas como o Sisu, para ingresso universidades públicas, e o Prouni, para bolsas de até 100% em universidades privadas.

A prova é organizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Veja abaixo como se inscrever e as principais datas.

Até quando vão as inscrições do Enem?

As inscrições para a edição deste ano do Enem vão até 14 de julho, com duração de duas semanas.

  • Inscrições: 30/6 a 14/7
  • Pagamento da taxa de inscrição: até 19/7
  • Data da prova: 21 e 28/11

No ano passado, as inscrições chegaram a ser prorrogadas por sete dias diante da indefinição sobre a prova em meio à pandemia do coronavírus. Por ora, o Inep não anunciou nenhuma prorrogação no prazo deste ano.

Onde fazer a inscrição do Enem?

As inscrições devem ser feitas online por um site criado pelo Inep (clique aqui para se inscrever).

Na página, é preciso clicar em "inscrição", onde serão requisitadas informações do candidato, formas de contato e dados socioeconômicos.

Inscrições do Enem 2021: alunos devem pagar a taxa de inscrição até 19 de julho

Inscrições do Enem 2021: alunos devem pagar a taxa de inscrição até 19 de julho (Inep/Reprodução)

Lembretes importantes:

  • Taxa de inscrição: o valor da taxa de inscrição do Enem é de 85 reais, a ser paga até 19 de julho. Sem o pagamento da taxa, a inscrição não será confirmada.
  • Isenção de taxa: alunos de baixa renda podem solicitar fazer a prova gratuitamente. O pedido de isenção precisa ser feito durante a inscrição.
  • Enem digital: neste ano, há a opção de fazer a prova impressa ou digital. A escolha deve ser feita unicamente no ato da inscrição e não será possível trocar de formato posteriormente.
  • Língua estrangeira: alunos podem optar por responder as questões de Língua Estrangeira em Inglês ou Espanhol. A escolha também ocorre no ato da inscrição.
  • É crucial usar um e-mail válido e que seja checado com frequência. Por este endereço serão encaminhadas informações sobre a prova.

Quando acontece o Enem 2021?

Após dúvidas sobre a realização da prova neste ano, até o momento, o exame está marcado para os dias 21 e 28 de novembro. O Enem será realizado em dois fins de semana distintos.

Neste ano, haverá novamente uma versão digital da prova, feita no computador, mas que será aplicada no mesmo dia da prova impressa, ao contrário do que ocorreu no ano passado.

O que cai no Enem?

O Enem tem quatro provas objetivas de 45 questões cada, além da redação. Cada prova vale 1.000 pontos. As questões contêm somente alternativas, e não há perguntas dissertativas.

Temas do 1º dia

  • Prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (com questões de interpretação de texto, língua portuguesa e língua estrangeira)
  • Prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias (com questões de disciplinas como história, geografia, sociologia, entre outras)
  • Redação (texto dissertativo-argumentativo, com tema a ser definido)

Temas do 2º dia

  • Prova de Matemática e suas Tecnologias (com questões de matemática)
  • Prova de Ciências da Natureza e suas tecnologias (com questões de disciplinas como física, química e biologia)

O modelo da prova mudou desde 2009, quando passou a ter o formato atual.

Onde posso usar minha nota do Enem?

O Enem nasceu em 1998 para avaliar os conhecimentos do Ensino Médio, mas foi ampliado nos anos 2000 para se tornar uma porta de ingresso ao Ensino Superior.

Atualmente, além da possibilidade de obter um certificado de conclusão do Ensino Médio, a pontuação do Enem dá acesso a programas em universidades públicas e particulares. Estão entre os principais sistemas que usam o Enem:

  • Sisu (Sistema de Seleção Unificada): o Sisu é a única forma de ingresso na maioria das universidades federais, isto é, geridas pelo Executivo federal, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além de algumas universidades estaduais que destinam parte das vagas ao Sisu.

 

  • Prouni (Programa Universidade para Todos): oferece bolsas em universidades privadas para alunos que cursaram o Ensino Médio em escolas públicas ou particulares com bolsa integral. A depender da nota no Enem e da renda, o aluno pode pleitear uma bolsa parcial (50% da mensalidade, para alunos com renda familiar de 3 salários mínimos por pessoa) ou integral (100% da mensalidade, com renda familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa). O aluno não tem de reembolsar o valor ao final do curso.

 

  • Fies (Programa de Financiamento Estudantil): oferece financiamento subsidiado de mensalidades em universidades privadas. Ao contrário do Prouni, o Fies não é uma bolsa, mas um empréstimo, que o aluno precisa pagar ao final do curso. O tipo de financiamento obtido e a taxa de juros variam a depender da renda do candidato (veja aqui).

 

  • Vestibulares próprios das universidades: todos os anos, uma série de faculdades e universidades privadas oferecem vagas em cursos diversos tendo como base a nota do Enem, dispensando a necessidade de o aluno realizar o vestibular próprio da instituição. Algumas também oferecem bolsa aos melhores colocados. A oferta fica a critério das próprias instituições.

As inscrições para programas como o Sisu e o Prouni ocorrem somente nos meses seguintes ao Enem, após a divulgação das notas da prova.

É possível entrar na USP pelo Enem?

Nos últimos anos, as três universidades estaduais paulistas — USP, Unesp e Unicamp — passaram a destinar parte de suas vagas ao Sisu.

Assim, alunos inscritos no Sisu podem pleitear as vagas oferecidas por essas universidades a depender de sua pontuação no Enem. Também via Sisu, as universidades oferecem um sistema de cotas para alunos PPI (pretos, pardos e indígenas) e que cursaram Ensino médio em escolas públicas.

Além do Sisu, as três universidades estaduais paulistas possuem, ainda, um exame vestibular próprio, realizado por fundações específicas: a Fuvest (USP), Vunesp (Unesp) e a Comvest (Unicamp). Esses exames são marcados separadamente e em dias definidos pelas próprias fundações, feitos de forma independente do Enem.

Um aluno que tenham realizado o Enem pode, separadamente, fazer as provas específicas para as universidades estaduais, obtendo assim diferentes chances de aprovação.

O Enem corre o risco de não acontecer?

Para a edição atual, o governo federal afirmou o Enem correu o risco de não ser realizado por falta de verba. Por essa indefinição, e pelo atraso na prova do ano passado, as inscrições, que tradicionalmente ocorrem em maio, foram abertas mais tarde neste ano.

Há ainda discussões sobre a autonomia do Inep, autarquia do governo federal que organiza a elaboração da prova. Questões de anos anteriores foram alvo de crítica do presidente Jair Bolsonaro e de membros do governo.

Em entrevista neste ano, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que desejava ter acesso prévio à prova elaborada pelo Inep para, segundo ele, evitar questões “ideológicas”. Dias depois, voltou atrás e disse que não teria acesso ao conteúdo.

Como foi o Enem em 2020?

No ano passado, devido à pandemia do novo coronavírus, a realização da prova foi cercada de problemas. Na edição 2020, o Enem, inicialmente marcado para novembro, foi adiado e só realizado em janeiro e fevereiro deste ano.

Houve ainda casos de estudantes que ficaram para fora das salas e não puderam realizar a prova, em meio à falta de capacidade dos locais em cumprir as regras de distanciamento.

Enem 2021 covid remarcação Enem: vestibulandos entram em local de prova em fevereiro

Enem: vestibulandos entram em local de prova em fevereiro (Ettore Chiereguini /AGIF/AFP)

Estudantes que passaram por essa situação ou que não puderam fazer a prova por terem sido diagnosticados com coronavírus tiveram uma data de reaplicação do exame.

O número de alunos que não fez a prova também foi recorde: a abstenção superou 50% em um dos dias de aplicação, com mais de 2 milhões de estudantes faltando ao exame, um dado considerado preocupante por especialistas.

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