Brasil

Deputados tentam acordo para votar pré-sal nesta 3a

A PEC enfrenta resistência por parte dos governos federal e estadual por implicar em aumento de gastos

Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff na 1ª produção de óleo do pré-sal (Ricardo Stuckert/Presidência da República)

Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff na 1ª produção de óleo do pré-sal (Ricardo Stuckert/Presidência da República)

DR

Da Redação

Publicado em 30 de novembro de 2010 às 19h06.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - Líderes dos partidos na Câmara dos Deputados tentam construir um acordo para votar ainda nesta terça-feira o projeto de lei que cria o fundo social com recursos do pré-sal e estabelece o sistema de partilha de produção de petróleo como modelo regulatório para o setor.

Para isso, porém, será preciso chegar a um acerto que prevê o adiamento da votação da Proposta de Emenda Constitucional (chamada de PEC 300) que estabelece o piso nacional para os salários de policiais.

Segundo Marco Maia (PT-RS), presidente em exercício da Câmara dos Deputados, a proposta prevê a criação de uma comissão especial para discutir a PEC 300 e outros temas ligados à segurança.

"É uma maneira de manter o assunto em discussão sem votar este ano", disse Maia.

A PEC enfrenta resistência por parte dos governos federal e estadual por implicar em aumento de gastos.

O líder do PDT, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, (SP), principal incentivador da PEC 300, disse, após a reunião de líderes, que teve a presença de Maia, que aceita a proposta da comissão desde que ela seja presidida pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

"Se houver acordo até as 20h teremos hoje uma sessão extraordinária para votar dois itens da pauta", disse Maia, referindo-se ao projeto do pré-sal e também à prorrogação da Lei Kandir, em que o governo federal recompensa os Estados por incentivos fiscais nas exportações.

O deputado Indio da Costa (DEM-RJ), que também participou do encontro, disse que o acordo para a votação do pré-sal contemplaria a derrubada da emenda que altera a atual regra de distribuição de royalties entre os Estados.

A nova regra prevê a divisão dos royalties entre todos os Estados, medida vista como prejudicial pelo Rio de Janeiro e Espírito Santo, que hoje são beneficiados pelos recursos por serem produtores de petróleo.

Acompanhe tudo sobre:PetróleoEnergiaPré-sal

Mais de Brasil

Quais são os estados mais perigosos do Brasil? Veja ranking

Quais são os estados mais seguros do Brasil? Veja ranking

Quais são as 10 cidades mais seguras de cada região do Brasil?

Real Time Big Data: Mailza tem 50% e Alan Rick, 35%, no 2º turno no Acre