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CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de filho de Lula em apuração sobre fraudes

Comissão analisou pacote de 87 pedidos e aprovou novas convocações e diligências

Lula ao lado dos filhos Fábio Luís e Luís Cláudio em 2018, durante missa em São Bernardo do Campo. (NELSON ALMEIDA / AFP/Getty Images)

Lula ao lado dos filhos Fábio Luís e Luís Cláudio em 2018, durante missa em São Bernardo do Campo. (NELSON ALMEIDA / AFP/Getty Images)

Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 11h44.

Última atualização em 26 de fevereiro de 2026 às 12h08.

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A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira, 26, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva — conhecido como Lulinha —, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito da investigação sobre fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários.

A votação aconteceu em globo e contou com sete votos contra.

O pedido integra um pacote de 87 requerimentos analisados na 32ª reunião da comissão. De acordo com o relator, deputado Alfredo Gaspar, mensagens interceptadas indicam que um pagamento de R$ 300 mil a uma empresa ligada a Roberta Luchsinger teria como destinatário “o filho do rapaz”, referência que, segundo o parlamentar, pode se referir a Lulinha.

Ainda segundo o relator, documentos apontam repasses de R$ 1,5 milhão entre empresas ligadas a investigados sob justificativa de serviços de consultoria sem lastro econômico, o que motivou o pedido de aprofundamento das apurações por meio da quebra de sigilo.

A comissão também votou pedidos de quebras de sigilo de empresas e pessoas físicas suspeitas de atuar no esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários, além da convocação de novos depoentes.

Pacote de requerimentos

Além do pedido envolvendo "Lulinha", a comissão aprovou medidas para investigar a atuação de empresas e pessoas físicas suspeitas de participação no esquema de descontos irregulares.

Entre os alvos estão movimentações atribuídas à empresária Danielle Miranda Fontelles, apontada nas investigações como responsável por operar estruturas fora do país utilizadas para a circulação internacional de recursos e possível lavagem de dinheiro.

Os parlamentares também autorizaram a quebra de sigilo bancário e fiscal de Gustavo Marques Gaspar, com o objetivo de esclarecer operações financeiras consideradas atípicas e verificar a compatibilidade entre os rendimentos declarados e o patrimônio constituído.

Gaspar é sócio-administrador da GM Gestão LTDA, empresa que concedeu procuração, em março de 2025, a Rubens Oliveira Costa, diretor de empresas associadas ao grupo investigado. Ele também mantém sociedade com Thais Hoffmann Jonasson, esposa do ex-procurador-chefe do INSS Virgílio Filho.

Outros requerimentos aprovados miram instituições financeiras e empresas que teriam sido usadas para viabilizar operações ligadas às fraudes em benefícios previdenciários. A investigação deve rastrear a origem, o destino e a finalidade dos recursos movimentados no período sob investigação.

A comissão também aprovou a convocação da diretora de Tecnologia da Informação do INSS, Léa Bressy Amorim, para prestar esclarecimentos sobre a governança dos sistemas, a segurança cibernética da autarquia e os mecanismos de controle usados para coibir fraudes.

Todos os 87 requerimentos estão disponíveis para consulta através da Agência Senado.

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