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Covid-19: Brasil tem menor taxa de transmissão, diz Imperial College

Este é o menor número desde que a medicação começou, em abril do ano passado. Quando o número fica igual ou acima de 1 significa que a doença está fora de controle

O Brasil registrou, nesta semana, a menor taxa de transmissão de covid-19. De acordo com a medição do Imperial College de Londres, a Rt (ou ritmo de contágio) chegou a 0,60. Isso significa que cada 100 pessoas infectadas pelo coronavírus transmitem o vírus para 60, ou seja, a doença está em desaceleração.

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Este é o menor número desde que a medição começou, em abril do ano passado. Antes disso, a taxa mais baixa tinha sido registrada em novembro, ficando em 0,68. Quando o número fica igual ou acima de 1 significa que a doença está fora de controle.

De acordo com especialistas em saúde pública, esta redução é reflexo do avanço da vacinação. Segundo dados do Ministério da Saúde, quase 100 milhões de pessoas estão totalmente protegidas contra a covid-19 (com duas doses de vacina ou dose única).

Apesar de ter começado lenta, atualmente, cerca de 1 milhão de doses de vacina são aplicadas todos os dias. Outro reflexo da imunização em grande escala é a diminuição do número de óbitos. Na última semana o Brasil ultrapassou a marca de 600.000 mortes por coviud-19. Entre as marcas de 400.000 mortes e 500.000 mortes foi um intervalo de 51 dias. Já entre 500.000 e 600.000 foram 111 dias.

Variante Delta

Logo quando surgiu, em meados deste ano, havia uma grande preocupação com a variante Delta e uma possibilidade de que o Brasil pudesse ter um novo avanço da doença, mas os números mostram que a vacinação funcionou para conter a mutação do coronavírus.

"Existia esse alarmismo da Delta, mas ela tinha uma forte concorrente aqui, a Gama. Também encontrou um cenário de vazio, com muitas pessoas vacinas há menos de seis meses", explica Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que aproximadamente 17 milhões de brasileiros estão com o ciclo vacinal em atraso. Na opinião de Kfouri, isso não compromete a imunidade coletiva.

“Em outros esquemas vacinais o número de pessoas com doses atrasadas também representa cerca de 10%. Nós temos uma cobertura muito elevada. Individualmente eles estão menos protegidos, mas impactam pouco no todo”, diz.

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