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Comissão especial discute PEC da reforma da Previdência

O texto apresentado pelo relator, Arthur Maia, preservou o teor da proposta do governo, mas flexibilizou alguns pontos

Arthur Maia: o relator fez uma série de alterações após críticas e reivindicações de deputados da oposição e da base governista (TV Câmara/Reprodução)

Arthur Maia: o relator fez uma série de alterações após críticas e reivindicações de deputados da oposição e da base governista (TV Câmara/Reprodução)

AB

Agência Brasil

Publicado em 25 de abril de 2017 às 18h18.

A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que trata da reforma da Previdência, discute neste momento o parecer do relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

A reunião começou pouco depois das 15h com protestos de parlamentares da oposição e de servidores públicos contrários à reforma.

O texto apresentado preservou o teor da proposta do governo, mas flexibilizou alguns pontos, entre eles o que estabelece a idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres para aposentadoria.

Além disso, eleva o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 25 anos.

Maia fez uma série de alterações após críticas e reivindicações de deputados da oposição e da base governista.

Um acordo fechado com a oposição possibilitou a realização de três reuniões para a discussão do parecer de Maia sem que houvesse obstrução.

A expectativa é que o texto seja votado no colegiado na próxima semana e, depois, no plenário da Câmara.

Até o momento dez deputados se revezaram nos debates.

A maior parte dos inscritos é da oposição, que tem feito críticas duras ao texto apresentado pelo governo no final do ano passado.

O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) questionou a legitimidade do governo para propor mudanças amplas na seguridade social.

"Nenhum candidato a presidente ou a deputado defendeu esta reforma nas suas campanhas. Isso é uma rasteira no eleitor".

O deputado defendeu que o governo poderia ter proposto outras medidas para equilibrar as contas da Previdência, entre elas mudanças na contribuição previdenciária para taxar mais empresas que lucram muito e têm poucos empregados.

Pelo lado da base aliada, o deputado Bilac Pinto (PR-MG) defendeu a proposta do governo.

Segundo Pinto, se não houver alterações na Previdência, o sistema poderá entrar em colapso em poucos anos, levando os governantes a adotarem medidas mais drásticas como as que ocorreram em outros países, entre eles a Grécia.

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