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Comissão de ética pede explicação ao advogado-geral da União

O ministro Luís Inácio Adams está envolvido em denúncias sobre envolvimento no esquema desmontado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal


	Ministro Luís Inácio Adams: a Operação Porto Seguro foi deflagrada em novembro do ano passado e desmontou esquema criminoso infiltrado em órgãos federais para venda de pareceres técnicos para a iniciativa privada.
 (Elza Fiuza/ABr)

Ministro Luís Inácio Adams: a Operação Porto Seguro foi deflagrada em novembro do ano passado e desmontou esquema criminoso infiltrado em órgãos federais para venda de pareceres técnicos para a iniciativa privada. (Elza Fiuza/ABr)

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Da Redação

Publicado em 25 de fevereiro de 2013 às 17h10.

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Brasília - A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu hoje (25) pedir informações ao advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, sobre denúncias de seu envolvimento no esquema desmontado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.

Além de Adams, o corregedor-geral da Advocacia-Geral da União (AGU), Ademar Passos Veiga, terá de se manifestar sobre suspeitas levantadas em sindicância interna sobre a participação do ministro e que foram arquivadas.

“Mandei intimar todo mundo para que prestem informações, a ele [Adams] e ao corregedor, porque uma das denúncias é que o corregedor fez corpo mole, que o corregedor não tinha independência para verificar”, disse o presidente da comissão, conselheiro Américo Lacombe. Segundo ele, Adams e Veiga têm até dez dias para apresentar explicações.

A AGU informou, em nota divulgada no último sábado (23), que a corregedoria do órgão, após analisar “detidamente cada aspecto suscitado pela Comissão de Sindicância, confrontando os documentos e dados existentes nos processos, concluiu pela inexistência de irregularidade na atuação do advogado-geral da União, seja por ação ou omissão”.

O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional entrou com representação na última sexta-feira (22), pedindo investigação criteriosa do colegiado sobre o envolvimento de Adams.

A Operação Porto Seguro foi deflagrada em novembro do ano passado e desmontou esquema criminoso infiltrado em órgãos federais para venda de pareceres técnicos para a iniciativa privada.

O esquema envolvia servidores da Agência Nacional de Aviação Civil, Agência Nacional de Águas, Advocacia-Geral da União e Secretaria do Patrimônio da União. Entre os investigados estava o ex-advogado-geral adjunto José Weber de Holanda, que foi indicado por Adams.

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