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Começa a batalha das reformas

A agenda Temer 2017 no Congresso Nacional começa na prática nesta terça-feira à tarde, quando serão realizadas as primeiras reuniões das comissões especiais que tocam as reformas da Previdência e Trabalhista. Escolhidas as composições na última semana, é a vez de definir os rumos das atividades por meio de um roteiro básico com datas e […]

CÂMARA: projeto que permite a terceirização da mão de obra deve ser aprovado hoje / Ueslei Marcelino/ Reuters

CÂMARA: projeto que permite a terceirização da mão de obra deve ser aprovado hoje / Ueslei Marcelino/ Reuters

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Da Redação

Publicado em 14 de fevereiro de 2017 às 05h20.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 18h40.

A agenda Temer 2017 no Congresso Nacional começa na prática nesta terça-feira à tarde, quando serão realizadas as primeiras reuniões das comissões especiais que tocam as reformas da Previdência e Trabalhista. Escolhidas as composições na última semana, é a vez de definir os rumos das atividades por meio de um roteiro básico com datas e nomes de especialistas que serão convocados a palestrar aos deputados sobre gargalos do texto oficial. É assim que os parlamentares fazem um termômetro de onde devem mexer para melhorar a proposta. A função cabe aos relatores da Previdência, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), e da Trabalhista, Rogério Marinho (PSDB-RN).

A única certeza é que as reformas levarão tempo. Líderes na Câmara dão como certo o envio para o Senado no primeiro semestre. Senadores da base acreditam que seja possível apreciar a matéria nos últimos dias de maio. Mas, como lembra o economista Celso Toledo, diretor da LCA Consultores e colunista de EXAME Hoje, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso ensaiaram mudanças mais brandas no sistema previdenciário e levaram uma eternidade. A proposta de FHC levou nada menos que 1.358 dias para ser aprovada e deixou detalhes importantes de fora. Lula precisou de 233 dias e amargou o abandono de uma onda dissidente em seu partido, ala que deu origem ao PSOL. As alterações agora são muito mais complexas.

Um fator imponderável é a pressão das ruas. Centrais sindicais farão hoje um corpo a corpo com 30 membros da comissão especial da Previdência. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, uma pesquisa encomendada pelo Palácio do Planalto mostra que a maioria da população é contra a exigência de 49 anos de contribuição para recebimento da aposentadoria integral. O governo declarou anteriormente que a medida é “inegociável”, mas, para analistas políticos ouvidos por EXAME Hoje, deve abrir margem de negociação. Será o teste de fogo para a propalada habilidade do Governo em negociar com o Congresso.

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