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Moraes autoriza visita de assessor do governo Trump a Bolsonaro na Papudinha

Decisão estabelece que a visita deverá ocorrer no dia 18 de março

Darren Beattie: político atua como assessor sênior para a política em relação ao Brasil (Departamento de Estado dos EUA/Divulgação)

Darren Beattie: político atua como assessor sênior para a política em relação ao Brasil (Departamento de Estado dos EUA/Divulgação)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 10 de março de 2026 às 22h52.

Última atualização em 10 de março de 2026 às 22h57.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira, 10, que Darren Beattie, assessor sênior do governo de Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.

Bolsonaro está detido na Papudinha, unidade prisional localizada em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. As visitas ao ex-presidente dependem de autorização judicial de Moraes, relator do processo que resultou na condenação.

A decisão estabelece que a visita deverá ocorrer no dia 18 de março, das 8h às 10h, dentro do período regular de visitas permitido pela administração do presídio.

"Darren Beattie, atual Senior Advisor for Brazil Policy do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, acompanhado de intérprete, que deverá ser previamente informado ao juízo", diz o texto.

No pedido encaminhado ao STF, a defesa de Bolsonaro solicitou autorização excepcional para que o encontro com o assessor norte-americano ocorresse no dia 16 de março, uma segunda-feira, ou no dia 17, uma terça-feira. O argumento apresentado indicava necessidade de ajuste de agenda do visitante.

O ministro rejeitou a alteração do calendário. Na decisão, Moraes afirmou que não existe previsão legal para mudança específica nos dias de visitação. Segundo o magistrado, os visitantes devem se adequar às regras do estabelecimento prisional, medida adotada para preservar a organização administrativa e os protocolos de segurança.

O despacho também autoriza que Darren Beattie esteja acompanhado de intérprete durante a visita. O nome do profissional deverá ser informado previamente às autoridades responsáveis pela unidade prisional.

Quem é Darren Beattie?

No site do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Beattie é descrito como defensor da promoção ativa da liberdade de expressão como ferramenta diplomática. O assessor estará no Brasil na próxima semana.

Na quarta-feira, 18, Beattie deverá participar de um evento sobre minerais críticos em São Paulo, segundo fontes ligadas ao governo de Donald Trump. A agenda ocorre em meio a discussões em Washington sobre classificar facções criminosas brasileiras como Foreign Terrorist Organizations, termo em inglês para organizações terroristas estrangeiras.

Entre os grupos citados nas discussões estão o Primeiro Comando da Capital (PCC), e o Comando Vermelho (CV). O governo brasileiro acompanha o debate e busca evitar a classificação, sob avaliação de que a medida poderia abrir espaço para ações externas no combate a essas organizações criminosas.

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