Petróleo: preço do barril está ligado à guerra no Irã (Montagem com elementos Canva/Exame)
Repórter de Invest
Publicado em 17 de abril de 2026 às 07h40.
Os preços do petróleo aceleraram queda nesta sexta-feira, 17, com o mercado ampliando o movimento de correção iniciado após sinais de que a guerra pode perder força no Oriente Médio.
Os contratos futuros do Brent para junho recuavam 3,35%, a US$ 96,06 por barril por volta das 7 horas, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) para maio caía 4,07%, a US$ 90,84 por barril.Houve um ajuste de posições no mercado futuro depois de sessões recentes de maior volatilidade, envolvendo incertezas sobre o conflito no Irã, segundo fontes consultadas pela CNBC.
Em meio a declarações do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e a sinalização de cessar-fogo entre Israel e Líbano, parte da percepção de risco sobre o fornecimento global de energia se sanou.
Apesar da queda nos contratos futuros, o mercado físico de petróleo segue com sinais de restrição de oferta. O ING apontou que os fluxos globais continuam pressionados por questões logísticas.
A instituição estima que cerca de 13 milhões de barris por dia estejam com movimentação afetada por interrupções ou limitações operacionais, independentemente dos esforços de redirecionamento por oleodutos e ajustes em rotas marítimas.
O banco destaca que esse aperto estrutural ajuda a limitar quedas mais intensas nos preços, ainda que o sentimento de curto prazo seja dominado por fatores geopolíticos, detalhou a CNBC.
O cenário político ganhou peso adicional com o anúncio de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, divulgado pelo presidente Donald Trump.
O republicano também disse que a guerra no Irã "deve terminar em breve", o que, segundo fontes ouvidas pela CNBC, reforçou a percepção de que há espaço para avanços diplomáticos na região.
O Departamento de Estado dos EUA pontuou que as iniciativas visam criar condições para uma paz mais duradoura, com foco em segurança de fronteiras e estabilidade regional.
Mesmo com a redução recente do prêmio de risco, o mercado continua monitorando de perto o Estreito de Ormuz, rota estratégica com fluxo praticamente interrompido por onde passa cerca de 20% do petróleo global.
Relatórios do setor indicam que eventuais restrições ou escaladas na região poderiam alterar rapidamente o equilíbrio de oferta, revertendo parte da queda observado nos últimos dias.
Permanece no radar dos especialistas a possibilidade de ruptura nas negociações entre EUA e Irã, cenário considerado o principal fator de risco altista para os preços do petróleo no curto prazo.