Repórter
Publicado em 27 de março de 2026 às 08h41.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) instituíram nesta quinta-feira um grupo de trabalho conjunto para garantir o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os chamados “penduricalhos” nas carreiras da magistratura e do Ministério Público.
A medida foi formalizada por portaria assinada pelo presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin, e pelo presidente do CNMP, Paulo Gonet, que também ocupa o cargo de procurador-geral da República.
O STF definiu parâmetros nacionais para a remuneração dessas carreiras, com impacto direto na organização das folhas de pagamento e na limitação de benefícios adicionais. A decisão estabelece um padrão unificado para magistrados e membros do Ministério Público.
De acordo com o documento, o grupo terá a função de implementar, de forma coordenada entre os dois conselhos, as diretrizes fixadas pelo STF. O colegiado será composto por representantes do CNJ e do CNMP.
Entre os principais pontos da decisão está a criação de um limite para verbas adicionais ao salário. A soma desses valores não poderá ultrapassar 70% do teto constitucional.
Esse percentual foi dividido em duas partes iguais:
A decisão também proibiu o pagamento de benefícios criados por normas administrativas ou legislações locais. Esses valores deverão ser encerrados imediatamente.
Entre os itens vetados estão auxílios como combustível, moradia e alimentação, além de licenças compensatórias, indenizações por acúmulo de acervo, gratificações diversas, auxílio-creche, auxílio-natalidade e outros pagamentos semelhantes.