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Cerveró é transferido para a PF por motivo de segurança

Cerveró estava custodiado no Complexo Médico-Penal de Pinhais, nos arredores da capital paranaense, base da missão Lava Jato


	Nestor Cerveró: o ex-diretor estava custodiado no Complexo Médico-Penal de Pinhais, nos arredores da capital paranaense, base da missão Lava Jato
 (Wilson Dias/Agência Brasil)

Nestor Cerveró: o ex-diretor estava custodiado no Complexo Médico-Penal de Pinhais, nos arredores da capital paranaense, base da missão Lava Jato (Wilson Dias/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 26 de novembro de 2015 às 13h58.

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São Paulo - Por motivo de segurança, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró foi transferido para Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no final da tarde da quarta-feira, 25.

Cerveró estava custodiado no Complexo Médico-Penal de Pinhais, nos arredores da capital paranaense, base da missão Lava Jato.

O ex-diretor, condenado a mais de 18 anos de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro, firmou acordo de delação premiada no último dia 18 com a Procuradoria-Geral da República.

Cerveró pode envolver o senador Delcídio do Amaral (PT/MS), ex-líder do governo, no esquema de corrupção instalado na Petrobras entre 2004 e 2014. A delação de Cerveró é o temor de Delcídio.

Delcídio do Amaral foi preso por tentar barrar as investigações da Operação Lava Jato na manhã da quarta-feira.

Também foram presos o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, e o chefe de gabinete do senador petista, Diogo Ferreira.

Cerveró foi preso pela Polícia Federal em janeiro deste ano. No Complexo Médico-Penal, ele tem a companhia de outros alvos da Lava Jato.

Os investigadores acreditam que o ex-diretor poderia sofrer represálias em Pinhais.

Reunião

A base da prisão de Delcídio do Amaral foi uma conversa gravada pelo filho de Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró, durante uma reunião com o senador, o advogado da família, Edson Ribeiro, e o chefe de gabinete Diogo Ferreira.

Numa conversa de 1h35 minutos, o líder do governo no Senado revelou seu plano para conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) e, assim, tirar Nestor Cerveró da prisão e enviá-lo para fora do País.

Em troca, Cerveró não faria acordo de delação premiada em que citaria o senador.

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