Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, durante o evento Macro Day 2025 (Divulgação)
Repórter de internacional e economia
Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 13h42.
Última atualização em 10 de fevereiro de 2026 às 14h42.
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, disse avaliar que a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está ficando mais consolidada, e que a possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep-SP) disputar o comando do país tem diminuído.
"Observo o cenário político nacional cada vez mais se consolidando, com a candidatura já posta no campo da esquerda do presidente Lula à reeleição e no campo da direita o senador Flávio Bolsonaro se consolidando como o candidato do PL", disse Motta, durante painel do evento CEO Conference, realizado pelo banco BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME).
"Até o lançamento do nome do senador Flávio, havia a expectativa e toda uma sinalização que o governador de São Paulo, que é do nosso partido, Tarcísio [de Freitas], pudesse disputar a eleição de presidente. Eu vejo que esse cenário está cada vez mais distante", prosseguiu. "Penso que Tarcísio já sinaliza e anuncia que o seu projeto deve ser de reeleição em São Paulo, aonde ele realiza um belíssimo trabalho", afirmou.
Motta disse também esperar que seja apresentada uma candidatura de centro-direita pelo PSD, partido que reúne três presidenciáveis, os governadores Eduardo Leite (RS), Ratinho Jr (PR) e Ronaldo Caiado (GO).
"Temos que aguardar um pouco para ver primeiro se esses governadores vão mesmo se afastar e aí, se afastando, quem se dispõe para um processo de eleição nacional. Há dúvida sobre a candidatura do PSD. Me parece, pelos anúncios feitos, que o PSD terá a candidatura", afirmou.
O presidente da Câmara também falou sobre a agenda legislativa. Ele disse que as prioridades de votação na Casa para as próximas semanas são as PECs da Segurança Pública, da escala 6x1 e a aprovação do acordo UE-Mercosul, que precisa ter o aval do Brasil formalizado no Congresso.
"Devemos agora, após o Carnaval, retomar este tema [a PEC da Segurança]. Espero que, passando na Comissão Especial, possamos levar ao Plenário a pauta da segurança pública, uma pauta inadiável", afirmou Motta, durante painel do evento CEO Conference, realizado pelo banco BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME).
"A sociedade cobra e isso só será possível darmos essa resposta se tivermos a integração dos nossos sistemas de segurança, a capacidade de integrar os municípios, Estados com o Governo Federal, aumentando o financiamento, garantindo uma estratégia de investimento em inteligência, no monitoramento das fronteiras, no enfrentamento ao crime organizado, além de revisar o nosso sistema prisional, fortalecer e valorizar as nossas polícias", disse.
Sobre a PEC 6x1, Motta disse que a votação deverá ocorrer em três meses. "Quem sabe, já na semana seguinte ao Carnaval, teremos aí o relator escolhido, daremos o prazo para que a CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] possa discutir a admissibilidade", afirmou.