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Cabral e Aécio se encontram em filme sobre Tancredo

Antes do início da sessão, Aécio e Cabral se abraçaram e posaram para fotos com familiares

Ao chegar ao cinema, Aécio disse que agiu "por um novo pacto federativo" e cobrou "generosidade" do governo federal (Bruno Magalhães/Agência Nitro)

Ao chegar ao cinema, Aécio disse que agiu "por um novo pacto federativo" e cobrou "generosidade" do governo federal (Bruno Magalhães/Agência Nitro)

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Da Redação

Publicado em 19 de julho de 2012 às 14h44.

Rio - Não podia ser mais carinhoso o encontro entre o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), na noite de hoje, durante a pré-estreia, em um cinema da zona sul da capital fluminense, do filme "Tancredo, a Travessia", sobre a trajetória do presidente Tancredo Neves (1910-1985), avô do ex-governador mineiro.

A amizade de mais de 20 anos, reforçada pelo parentesco de Aécio com a ex-mulher de Cabral, Suzana Neves, ficou ainda mais intensa após a mobilização do senador contra a proposta de divisão dos royalties do petróleo aprovada na semana passada pelo Senado e que, se mantida, causará grande prejuízo a Estados produtores do minério, como o Rio.

Ao chegar ao cinema, Aécio disse que agiu "por um novo pacto federativo" e cobrou "generosidade" do governo federal. "Faltou ao governo (federal) cumprir o papel de coordenador da federação e ter um pouco mais de generosidade, abdicando da receita futura da União, que era a proposta do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que eu apoio. Tenho conversado muito com o Sérgio (Cabral) e compreendo claramente suas razões", afirmou Aécio.

Poucos minutos depois, Cabral chegou ao cinema e se referiu ao senador mineiro como "um amigo querido desde 1980". O governador revoltou-se especialmente contra o trecho da proposta que altera contratos já firmados de exploração de petróleo.


"O que está em discussão é um princípio básico de respeito ao ato jurídico perfeito. Esse é o princípio geral que o senador Aécio defende, e não é à toa que estamos diante de um documentário de seu avô Tancredo Neves, que era um democrata. Foi esse princípio que levou o (então) presidente Lula a vetar (outro projeto de mudança da divisão dos royalties), no ano passado, e espero que leve a presidenta Dilma a fazer o mesmo", disse Cabral, que hoje terá mais uma reunião com a presidente, em Brasília.

Antes do início da sessão, Aécio e Cabral se abraçaram e posaram para fotos com familiares. "Impossível eu me aproximar ainda mais do Aécio, um amigo querido desde quando presidimos juntos a Juventude do PMDB, em 1980", declarou o governador do Rio. Aécio, por sua vez, classificou a amizade entre as famílias Neves e Cabral como "indestrutível".

Prestigiaram a pré-estreia no Rio artistas como o ator Osmar Prado e a cantora Fernanda Abreu, além do empresário Eike Batista, que patrocinou 70% do filme, orçado em R$ 1,5 milhão.

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