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Brasil tem 110 mortes por raio ao ano, relata Inpe

Segundo um estudo feito pelo instituto, o número de mortes por raios diminuiu nos últimos 15 anos, devido à diminuição de acidentes na região Sudeste


	Raios: a média de mortes caiu de 132 pessoas por ano para 110
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Raios: a média de mortes caiu de 132 pessoas por ano para 110 (stock.xchng)

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Fábio de Castro

Publicado em 24 de outubro de 2015, 15h58.

São Paulo -- As mortes por raios estão diminuindo no Brasil nos últimos 15 anos, graças à queda dos acidentes no Sudeste. Na Região Norte, porém, as descargas atmosféricas estão matando mais. As conclusões são de um novo estudo feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O novo estudo, que analisa as mortes por raios entre 2000 e 2014, faz parte do livro Brasil: que raio de história, lançado ontem em Brasília pelo Inpe.

De acordo com o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior, os resultados mostram que os padrões de mortes causadas por raios no País estão mudando. Entre 2000 e 2009, morriam em média 132 pessoas por ano. Entre 2000 e 2014, a média caiu para 110 mortes anuais.

"Lançamos um estudo em 2009 englobando dados sobre as mortes por raios ao longo de 10 anos. Agora consideramos 15 anos - uma série histórica maior que permite detectar tendências", disse Pinto Junior.

O estudo concluiu também que o Norte ultrapassou o Nordeste e se tornou a segunda região com mais mortes por raios, atrás do Sudeste. Foi observado, ainda, um aumento no porcentual de pessoas com menos de 24 anos entre os indivíduos mortos por raios. "Concluímos também que há uma tendência de aumento do porcentual de mortos por raios dentro de casa", disse o pesquisador.