Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 2 de junho de 2026 às 12h44.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarca em Minas Gerais nesta semana para uma agenda de dois dias que combina compromissos institucionais, encontros políticos e articulações partidárias.
A ofensiva ocorre em um momento de indefinição da direita mineira para as eleições de 2026, quando ainda não há uma candidatura consolidada ao governo do estado.O senador também voltou a realizar viagens após a crise envolvendo o áudio com Daniel Vorcaro e a visita ao presidente americano Donald Trump.
Nesta terça-feira, 2, Flávio visita a feira Mega-Leite, em Belo Horizonte, recebe o título de cidadão honorário da capital mineira e participa de um evento estadual do PL.
A reunião partidária servirá como palco para o lançamento da pré-candidatura do senador à Presidência da República pelo campo bolsonarista e também da pré-candidatura do deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) ao Senado.
A movimentação reforça a tentativa do PL de ampliar sua presença em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e considerado estratégico para qualquer projeto nacional da direita.Na quarta-feira, 3, o senador mantém uma agenda voltada ao interior do estado. Estão previstas visitas ao Ceasa de Belo Horizonte, almoço com lideranças partidárias, passagem pelas obras do Aeroporto de Betim e encontro no Parque Fenamilho de Minas, em Patos de Minas.
O entorno do senador afirma que Flávio também terá encontro com o empresariado mineiro. Essas agendas, no entanto, serão privadas e não foram divulgadas.
Hoje, o cabeça de chapa para o governo de Minas. O nome mais associado à sucessão estadual é o do governador Mateus Simões (PSD), que assumiu o comando do estado após ter sido vice de Romeu Zema (Novo). Apesar de controlar a máquina, Simões ainda não conseguiu converter a visibilidade do cargo em intenção de voto nas pesquisas divulgadas até o momento.
Quem aparece à frente dos levantamentos é o senador Cleitinho (Republicanos), que ainda não confirmou se disputará o governo. Com forte presença nas redes sociais e discurso antissistema, ele se consolidou como um dos principais ativos eleitorais da direita mineira.
A indefinição sobre quem liderará o campo conservador em Minas tem impacto direto na estratégia nacional do bolsonarismo, que busca construir um palanque competitivo em um estado historicamente decisivo para o resultado das eleições presidenciais.Dentro do PL, diferentes alternativas permanecem sobre a mesa. Uma delas é o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que se filiou recentemente à legenda. Outro personagem relevante é o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais nomes do partido no estado, embora já tenha sinalizado que não pretende disputar o governo mineiro.
A equação ganha novos elementos diante da possibilidade de o governador Romeu Zema concorrer à Presidência da República. Caso isso aconteça, a reorganização das forças políticas no estado poderá alterar alianças e influenciar diretamente a estratégia eleitoral do PL.