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Brasil e EUA: debates decisivos

A semana que começa deve mostrar que, a despeito da onipresença das redes sociais, a televisão continua imbatível. Pelo menos em campanhas eleitorais. Às 22h de hoje (horário de Brasília), a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump se encontram para o primeiro debate na corrida à Casa Branca. Deve ser o evento com […]

CINEGRAFISTA FAZ TESTE PARA DEBATE AMERICANO: a semana de debates decisivos mostra que, em campanhas, a televisão ainda é decisiva  / Rick Wilking

CINEGRAFISTA FAZ TESTE PARA DEBATE AMERICANO: a semana de debates decisivos mostra que, em campanhas, a televisão ainda é decisiva / Rick Wilking

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Da Redação

Publicado em 26 de setembro de 2016 às 05h46.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h30.

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A semana que começa deve mostrar que, a despeito da onipresença das redes sociais, a televisão continua imbatível. Pelo menos em campanhas eleitorais. Às 22h de hoje (horário de Brasília), a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump se encontram para o primeiro debate na corrida à Casa Branca. Deve ser o evento com maior audiência da história da televisão americana.

Ao contrário de Barack Obama, que venceu as eleições em 2008 e 2012 com uma estratégia de comunicação baseada em redes sociais, Trump e Hillary precisam da televisão. Ela tem 60 milhões de dólares a mais para gastar em anúncios em canais locais de estados decisivos, como Flórida e Ohio. Trump é um mestre na arte de criar polêmica no Twitter, mas depende da televisão para conquistar novos eleitores. A 40 dias da eleição, mais de 20% dos eleitores não sabem em quem votar. Trump tem experiência na televisão e deve usar a desenvoltura com as câmeras a seu favor contra uma debatedora muito mais experiente. Caso se mostre capaz de segurar a língua raivosa, pode ganhar votos importantes.

Por aqui, a mudança nas regras eleitorais, com campanhas municipais mais curtas e sem dinheiro de empresas, trouxe a expectativa de um aumento de poder da internet. Mas pouca coisa mudou em relação à pleitos anteriores e, na última semana antes das urnas, todos os olhos estarão voltados para os debates decisivos nas capitais, na quinta-feira, na Globo. Até aqui, candidatos que souberam usar o maior tempo de TV a seu favor tiveram vantagem sobre aqueles com segundos contados. Os debates colocam todos em igualdade. Em São Paulo, a grande dúvida é saber qual será a estratégia de Celso Russomanno (PRB) e Marta Suplicy (PMDB) para tentar carimbar a vaga no segundo turno – João Doria (PSDB) lidera. No Rio, Jandira Feghali (PCdoB), Marcelo Freixo (PSOL), Pedro Paulo (PMDB) e Flávio Bolsonaro (PSC) devem dublar pelo direito de enfrentar Marcelo Crivella (PRB) no segundo turno.

Tanto aqui quanto lá, tão importante quanto o conteúdo é a postura, os gestos, o tom de voz. Nos Estados Unidos, no primeiro debate da corrida de 2000, o democrata Al Gore saiu-se melhor que George Bush, mas pecou nos gestos de desdém enquanto o adversário respondia. O esnobismo, transmitido ao vivo para dezenas de milhares e americanos, acabou lhe custando o cargo. Que momentos decisivos os debates da semana nos reservam?

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