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Avião da Latam aborta decolagem de Guarulhos para Lisboa e caso será investigado

Aeronave atingia alta velocidade quando procedimento de segurança foi acionado; passageiros foram desembarcados

Em nota, a Latam afirmou que “o procedimento foi efetuado em total segurança” e que todos os passageiros receberam assistência (Ton Molina/NurPhoto via Getty Images/Divulgação)

Em nota, a Latam afirmou que “o procedimento foi efetuado em total segurança” e que todos os passageiros receberam assistência (Ton Molina/NurPhoto via Getty Images/Divulgação)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 15h31.

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Um avião da Latam que partiria de São Paulo para Lisboa precisou abortar a decolagem na noite de domingo, 15, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A aeronave, um Boeing 777-300 com capacidade para cerca de 400 passageiros, já estava em alta velocidade na pista quando os pilotos acionaram o procedimento de segurança. Não houve feridos.

Segundo a companhia aérea, a interrupção ocorreu dentro dos protocolos operacionais previstos. Em nota, a Latam afirmou que “o procedimento foi efetuado em total segurança” e que todos os passageiros receberam assistência, incluindo reacomodação em hotéis e outros voos. A empresa reiterou que a segurança é prioridade em suas operações.

Dados do serviço de rastreamento AirNav Radar indicam que a decisão de abortar a decolagem ocorreu quando o avião atingia aproximadamente 178 nós (cerca de 330 km/h). Nesse momento, o trem de pouso dianteiro já havia deixado o solo, o que caracteriza uma manobra considerada crítica na aviação.

Possível superaquecimento do motor

Informações divulgadas pelo site especializado Aeroin apontam que os freios foram acionados ao máximo, com uso dos reversores, após a rejeição da decolagem. Isso teria provocado aquecimento intenso nas rodas e o esvaziamento de alguns pneus.

Em gravação atribuída ao comandante e divulgada pelo portal, o piloto teria informado aos passageiros que houve indicação de superaquecimento em um dos motores, o que motivou a interrupção da decolagem.

Após o procedimento, os passageiros desembarcaram ainda na pista e a aeronave permaneceu no local por mais de 15 horas até ser removida.

Investigação e impacto operacional

O caso será analisado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável por apurar ocorrências na aviação brasileira.

A concessionária GRU Airport informou que a abortagem ocorreu dentro dos padrões de segurança e destacou que a operação do aeroporto seguiu normalmente, sem impactos relevantes em pousos e decolagens.

*Com informações da agência O Globo.

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