O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), ganhou reforços de peso na corrida interna de seu partido para a eleição presidencial (Leandro Fonseca /Exame)
Publicado em 28 de março de 2026 às 18h26.
Última atualização em 29 de março de 2026 às 08h35.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), ganhou reforços de peso na corrida interna de seu partido para a eleição presidencial. Dois dos principais nomes da economia brasileira (Armínio Fraga e Pérsio Arida) manifestaram publicamente apoio ao gaúcho, aumentando a pressão sobre a decisão que o PSD deve tomar nos próximos dias.
Leite é um dos cotados para representar a sigla na disputa ao Palácio do Planalto, em uma concorrência interna com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. A definição deve ocorrer na próxima semana, após uma reconfiguração recente no cenário do partido.
Isso porque o governador do Paraná, Ratinho Júnior, desistiu da corrida presidencial e decidiu permanecer no cargo estadual, movimento que surpreendeu até mesmo o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e acabou fortalecendo os nomes que seguem na disputa.
O endosso de Fraga e Arida tem simbolismo relevante. Ambos foram figuras centrais na formulação do Plano Real, que estabilizou a economia brasileira durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
Durante participação no evento South Summit, em Porto Alegre, Fraga afirmou que vê em Leite uma alternativa ao cenário político atual.
“Eu não acredito que a situação polarizada que temos hoje vai dar uma resposta. Acredito que quem pode colocar o Brasil nessa trajetória é o governador Eduardo Leite”, disse o economista.
Já Arida havia declarado apoio no início do mês, durante um painel no Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, quando dividiu palco com o governador.
“Já declaro que é meu candidato, é quem eu espero”, afirmou.
O economista ainda traçou um paralelo com o período do governo FHC, destacando a combinação entre capacidade intelectual e habilidade política como um diferencial que, na visão dele, Leite poderia reproduzir em nível federal.
O apoio de nomes ligados à estabilidade econômica dos anos 1990 reforça o posicionamento de Leite como uma alternativa de centro, em um momento em que o partido busca construir uma candidatura competitiva fora da polarização tradicional.
Nos bastidores, a decisão do PSD é tratada como estratégica para 2026, com a promessa de apresentar um nome capaz de dialogar com diferentes setores e ampliar o espaço político da legenda no cenário nacional.