Brasil

Ampliar Mercosul-Índia é prioridade para futuro acordo de livre comércio, diz Lula

Na Índia, presidente disse confiar que meta de aumentar comércio para US$ 20 bilhões até 2030 deverá ser ultrapassada em 50%

A presidente da Índia, Droupadi Murmu, o presidente Lula e o primeiro-ministro, Narendra Modi (PR/Divulgação)

A presidente da Índia, Droupadi Murmu, o presidente Lula e o primeiro-ministro, Narendra Modi (PR/Divulgação)

Luciano Pádua
Luciano Pádua

Editor de Macroeconomia

Publicado em 21 de fevereiro de 2026 às 10h50.

Última atualização em 22 de fevereiro de 2026 às 12h04.

Priorizar nos meus resultados Google

NOVA DÉLI* - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado, 21, que a ampliação do acordo entre o Mercosul e a Índia, um dos temas centrais de sua visita de Estado ao país asiático, servirá de base para um eventual futuro acordo de livre comércio entre o bloco e a nação.

"Ampliar significativamente o Acordo de Comércio Preferencial MERCOSUL–Índia, que vigora desde 2009, é uma prioridade, com vistas a um futuro acordo de livre-comércio", afirmou Lula ao discursar no fechamento do evento India-Brazil Business Forum, organizado pela ApexBrasil, em Nova Déli.

Segundo Lula, dois mercados tão importantes como o Brasil e a Índia "precisam de um arcabouço mais abrangente e ambicioso".

Ele lembrou que mais de 100 missões empresariais brasileiras visitaram a Índia nos últimos três anos.

E, nesta visita de Estado, o presidente montou uma missão com mais de uma dezena de ministros e centenas de empresários.

A necessidade de ampliar o escopo do acordo Mercosul-Índia também foi reafirmada pelo ministro do Comércio e Indústria indiano, Piyush Goyal, que falou logo antes de Lula.

"Estamos trabalhando para expandir nosso acordo de comércio preferencial Índia–Mercosul, a fim de melhorar o acesso a mercados, ampliar os investimentos de ambos os lados, estabelecer parcerias tecnológicas e promover cooperação em esportes, educação, cultura, entre outras áreas", afirmou Goyal, que frisou os diversos acordos de livre comércio que o país tem celebrado nos últimos anos.

Memorandos de entendimento

Na cerimônia, algumas empresas e órgãos brasileiros assinaram memorandos de entendimento (MOU, em inglês) com contrapartes indianas, em diversas áreas. Esses documentos não são vinculantes e servem como uma mostra de interesse de cooperação entre as partes.

A Embraer, por exemplo, assinou um MOU com a gigante indiana Adani para instalação de uma linha de montagem da aeronave E175 no país.

Já a Vale assinou um memorando com a NMDC Limited e a Adani Gangavaram Port Limited para um projeto de US$ 500 milhões para uma unidade de mistura (blendagem) de minério de ferro no Porto de Gangavaram.

Também assinaram memorandos a Fiocruz, a Unica, que representa o setor de açúcar, a BahiaFarma, entre outros.

*O jornalista viajou a convite da ApexBrasil

Acompanhe tudo sobre:Luiz Inácio Lula da SilvaÍndia

Mais de Brasil

Flávio Bolsonaro: 'O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula'

Governo avalia crédito para empresas afetadas pelo fim da escala 6x1, diz Durigan

Lula critica visita de Flávio Bolsonaro à TV Globo em dia de sabatina: 'não merece confiança'

Meta admite que IA liberou geração de propaganda sobre Flávio e bloqueou sobre Lula