Lula e Flávio: senador do PL lidera com vantagem de 21 pontos entre os homens (Montagem com fotos de Ricardo Stuckert e Vittor Sales/Divulgação)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 07h18.
Última atualização em 15 de outubro de 2026 às 11h04.
A pesquisa Palver divulgada nesta quinta-feira, 15 de outubro, mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Lula (PT), que tem 49%. O levantamento ouviu 5 mil pessoas entre 10 e 13 de outubro. A pesquisa também aponta que 81% dos entrevistados afirmam que nada os faria mudar de voto e que os dois candidatos apresentam percentuais próximos de rejeição.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registra 49%, segundo a pesquisa Palver divulgada nesta quinta-feira, 15 de outubro.
A diferença é de um ponto percentual, e os intervalos de incerteza apresentados pelo instituto se sobrepõem, o que caracteriza um empate técnico entre os dois.
No cenário estimulado, 1% dos entrevistados afirmou que votaria em branco, anularia o voto ou não compareceria às urnas. O percentual de indecisos foi de 0%.
Os intervalos de incerteza apresentados pelo instituto são de 49% a 51% para Flávio Bolsonaro e de 48% a 50% para Lula.
Essa é a primeira pesquisa do instituto após o primeiro turno das eleições. A Palver foi uma das empresas que se aproximou do resultado das urnas. Na pesquisa divulgada na véspera, Flávio registrava 47% das intenções de voto e Lula, 43%. Na urna, o senador do PL teve 47,03% e o atual presidente, 45,16%.
O levantamento também mostra um eleitorado resistente a mudanças. Questionados sobre o que poderia fazê-los trocar de candidato no segundo turno, 81% responderam que nada alteraria sua escolha.
O percentual é semelhante entre os apoiadores dos dois candidatos: 81% entre os eleitores de Lula e 82% entre os de Flávio Bolsonaro.
A pesquisa também aponta que 48% dos entrevistados têm mais medo da reeleição do petista, enquanto 47% citam uma eventual eleição do senador.
A diferença de um ponto percentual entre os candidatos está dentro das faixas de incerteza apresentadas pela Palver.O levantamento também mediu a disposição dos entrevistados para votar em cada candidato.
No caso de Flávio Bolsonaro, 49% afirmaram que votariam nele com certeza, enquanto 48% disseram que não votariam de jeito nenhum. Outros 2% responderam que poderiam votar no senador.
Para Lula, 48% declararam que votariam com certeza, enquanto 50% afirmaram que não votariam de jeito nenhum. Outros 1% disseram que poderiam votar no presidente.
Os números mostram percentuais elevados de rejeição declarada aos dois candidatos, com diferença de dois pontos percentuais entre aqueles que afirmam que não votariam em cada um de jeito nenhum.
Nos recortes demográficos, Flávio Bolsonaro registra 60% entre os homens, contra 39% de Lula. Entre as mulheres, o cenário se inverte: o presidente aparece com 58%, enquanto o senador tem 41%.
A diferença entre os candidatos chega a 21 pontos percentuais entre os homens, em favor de Flávio Bolsonaro, e a 17 pontos entre as mulheres, em favor de Lula.Por faixa etária, os resultados são mais próximos. Entre os eleitores de 16 a 34 anos, Flávio tem 49% e Lula, 50%. No grupo de 35 a 59 anos, ambos registram 50%.
Entre os entrevistados com 60 anos ou mais, o senador aparece com 53%, contra 46% do presidente.
Na divisão por escolaridade, Flávio registra 52% entre os eleitores com ensino médio, ante 47% de Lula. Entre aqueles com ensino fundamental, o petista tem 51%, contra 48% do senador.
No grupo com ensino superior, Flávio aparece com 50% e Lula, com 49%.
A divisão regional apresenta algumas das maiores diferenças entre os candidatos.
No Nordeste, Lula registra 66% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o senador aparece com 65%, enquanto o presidente tem 34%.
No Centro-Oeste, Flávio marca 60%, ante 39% de Lula. No Sudeste, os percentuais são de 53% para o senador e 46% para o petista.
Na região Norte, Flávio aparece com 51%, contra 48% de Lula.
O levantamento também identificou diferenças entre beneficiários do Bolsa Família.
Entre os entrevistados que afirmaram receber o benefício em casa, Lula tem 64% das intenções de voto, contra 35% de Flávio Bolsonaro.
Entre aqueles que não recebem o programa, o senador registra 53%, enquanto o presidente aparece com 46%.
Na divisão por renda familiar, Lula tem 51% entre os entrevistados com renda de até dois salários mínimos, contra 48% de Flávio.
Nas faixas de dois a cinco salários mínimos e acima de cinco salários mínimos, Flávio registra 52%, contra 48% de Lula em ambos os grupos.
O recorte por religião também apresenta diferenças relevantes.
Entre os entrevistados evangélicos ou protestantes, Flávio Bolsonaro registra 69% das intenções de voto, contra 30% de Lula.
Entre os católicos, o presidente aparece com 56%, enquanto o senador tem 43%.
No grupo de pessoas sem religião, Lula alcança 68%, contra 31% de Flávio. Entre aqueles que declararam outra religião, os percentuais são de 55% para o petista e 44% para o senador.
Entre os eleitores que se identificam como independentes politicamente, Flávio aparece com 50%, enquanto Lula registra 48%.
A pesquisa também perguntou aos entrevistados qual seria o principal motivo para escolher um candidato no segundo turno.
No resultado geral, a defesa da democracia e dos direitos aparece como o motivo mais citado, com 22% das respostas. Em seguida, estão a rejeição a Lula e ao PT, com 17%, e as propostas e planos de governo, com 11%.
O preparo, a experiência e a confiança no candidato foram citados por 10%. Programas sociais e combate à pobreza aparecem com 8%, enquanto o combate à corrupção registra 7%.
Entre os eleitores de Lula, a defesa da democracia e dos direitos é o motivo mais citado, com 37%. Na sequência aparecem programas sociais e combate à pobreza, com 15%, e preparo, experiência e confiança no candidato, com 14%.
A rejeição à família Bolsonaro foi apontada por 11% dos entrevistados que escolheram o presidente.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o principal motivo declarado é a rejeição a Lula e ao PT, com 34%.
Propostas e plano de governo e combate à corrupção aparecem com 13% cada. A situação da economia foi mencionada por 10% dos apoiadores do senador.
Os dados mostram que os motivos mais citados diferem entre os dois eleitorados: a defesa da democracia lidera entre os apoiadores de Lula, enquanto a rejeição ao PT é a principal resposta entre os eleitores de Flávio Bolsonaro.Outro dado do levantamento é a resistência dos entrevistados a alterar sua escolha para presidente.
Questionados sobre o que poderia fazê-los mudar de voto no segundo turno, 81% afirmaram que nada os faria trocar de candidato.
Um escândalo ou crime grave envolvendo o candidato escolhido foi citado por 5% dos entrevistados. Outros 4% mencionaram a desistência, o impedimento ou a substituição de algum candidato.
Uma mudança na economia ou na situação do país foi apontada por 2%. O mesmo percentual citou propostas melhores do adversário ou uma mudança de posição do outro candidato em temas considerados importantes.
Entre os eleitores de Lula, 81% disseram que nada os faria mudar de voto. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 82%.
Nos dois grupos, 5% mencionaram um escândalo ou crime grave envolvendo o candidato escolhido como possível motivo para mudar de posição.
O levantamento também perguntou qual possível resultado da eleição presidencial de 2026 causaria mais medo aos entrevistados.
A reeleição de Lula foi apontada por 48%, enquanto uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro foi citada por 47%.
Outros 2% disseram que nenhum dos dois resultados causaria medo, e 2% afirmaram temer ambos os cenários. O percentual dos que não souberam responder foi de 1%.
Os intervalos apresentados pela pesquisa são de 47% a 50% para o temor de uma reeleição de Lula e de 46% a 48% para o receio de uma vitória de Flávio Bolsonaro.
A pesquisa também analisou como eleitores de outros nomes considerados no primeiro turno se posicionariam em uma disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Entre os entrevistados que escolheram Renan Santos no primeiro turno, 41% disseram que votariam em Lula e outros 41%, em Flávio Bolsonaro. Os que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam somam 18%.
Entre os eleitores de Augusto Cury, Lula registra 64%, contra 32% de Flávio Bolsonaro.
Já entre os entrevistados que escolheram Ronaldo Caiado, Flávio aparece com 61%, enquanto Lula tem 35%.
Esses resultados exigem cautela na interpretação. A própria pesquisa informa que as bases desses cruzamentos são pequenas, com 134 entrevistados entre os eleitores de Renan Santos, 109 entre os de Augusto Cury e 54 entre os de Ronaldo Caiado.
O levantamento ressalta que as amostras efetivas desses grupos variam entre 29 e 51 entrevistados e apresentam intervalos amplos.
A Onda 7 da Pesquisa Palver foi realizada entre 10 e 13 de outubro de 2026, com 5 mil participantes recrutados pela internet por meio de anúncios em redes sociais, convidados a responder um questionário online de acesso individual e exclusivo.
Para ampliar a diversidade da amostra, a campanha utilizou diferentes versões de anúncios direcionadas a perfis variados da população. Todas as entrevistas passaram por procedimentos de verificação para garantir a qualidade e a consistência das respostas.
O levantamento tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00198/2026.
A pesquisa não possui uma margem de erro única. Cada estimativa tem seu erro estimado, que varia conforme a variável de pesquisa e seu número de respondentes. Toda estimativa é acompanhada de sua respectiva faixa de incerteza.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50% das intenções de voto no segundo turno, contra 49% de Lula (PT), segundo a pesquisa Palver divulgada em 15 de outubro de 2026. A diferença é de um ponto percentual, com sobreposição dos intervalos de incerteza.
Os resultados são compatíveis com um empate técnico, considerando os intervalos de incerteza divulgados pela Palver. Flávio Bolsonaro apresenta intervalo de 49% a 51%, enquanto Lula registra de 48% a 50%. O instituto não utiliza uma margem de erro única para todas as estimativas.
Na pesquisa divulgada na véspera do primeiro turno, Flávio Bolsonaro registrava 47% das intenções de voto, contra 43% de Lula. Nas urnas, o senador recebeu 47,03% dos votos, enquanto o presidente obteve 45,16%.
Segundo a pesquisa, 81% dos entrevistados afirmam que nada os faria mudar de candidato no segundo turno. O percentual é de 81% entre os eleitores de Lula e de 82% entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro.
Entre os homens, Flávio Bolsonaro registra 60% das intenções de voto, contra 39% de Lula. Entre as mulheres, Lula aparece com 58%, enquanto Flávio tem 41%.
No Nordeste, Lula registra 66% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o senador aparece com 65%, enquanto o presidente tem 34%.
Segundo a Palver, 50% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 48% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. Por outro lado, 48% declaram que votariam com certeza no presidente e 49% no senador.
A Onda 7 da pesquisa Palver foi realizada entre 10 e 13 de outubro de 2026, com 5 mil participantes recrutados pela internet por meio de anúncios em redes sociais. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-09028/2026. A pesquisa não possui margem de erro única: cada estimativa apresenta sua própria faixa de incerteza, conforme a variável analisada e o número de respondentes.