Brasil

Amorim: decisão sobre Battisti não prejudica relação com a Itália

Decisão foi embasada segundo o Tratado de Extradição entre os dois países

O chanceler Celso Amorim: "o Brasil tomou uma decisão soberana" (Daniel Berehulak/Getty Images)

O chanceler Celso Amorim: "o Brasil tomou uma decisão soberana" (Daniel Berehulak/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 31 de dezembro de 2010 às 10h51.

Brasília - O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou há pouco que a decisão brasileira de não extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti não prejudicará as relações diplomáticas com a Itália.

“Não acho que vai ser prejudicada [a relação com a Itália] porque o Brasil tomou uma decisão soberana”, disse Amorim, acrescentando que o parecer da AGU descreve amplamente as razões para não extraditar Battisti.

Em nota divulga à impresa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva explicou que a decisão de não extraditar o ex-ativista italiano foi embasada segundo as cláusulas do Tratado de Extradição assinado entre o Brasil e a Itália, em particular a disposição expressa na Letra F do Item 1, do Artigo 3 do tratado.

Segundo essa cláusula, uma das condições para não autorizar a saída do país é a condição do extraditado. “Conforme depreende do próprio tratado, esse tipo de juízo não constitui afronta de um Estado ao outro, uma vez que a situações particulares ao indivíduo podem gerar riscos, a despeito do caráter democrático de ambos Estados”, diz nota.

O documento informa ainda que o governo brasileiro “manifesta sua profunda estranheza com os termos da nota da Presidência do Conselho dos Ministros da Itália, de 30 de dezembro 2010, em particular com a impertinente referência pessoal ao Presidente da República”.

Acompanhe tudo sobre:PolíticaPaíses ricosEuropaItáliaPiigsDiplomacia

Mais de Brasil

STF critica fala de Milei contra Moraes após convenção do PL em São Paulo

Missão eleitoral dos EUA sem convite seria 'interferência indevida', diz especialista

Lula sobe o tom sobre eleições: 'quem quiser se meter, vai apanhar muito'

'Em 2027, Jair Bolsonaro vai subir a rampa do Planalto', diz Flávio ao lançar candidatura