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Alunos protestam contra "Escola sem Partido" na Alesp

No último dia 16, os dois projetos foram rejeitados pela Comissão de Educação da Alesp, mas ainda podem seguir para votação em plenário


	Escolas: "É um projeto que vai censurar a escola, não vai permitir a formação de cidadãos. A boa escola é aquela que dá espaço para o aluno debater"
 (Germano Luders/Exame)

Escolas: "É um projeto que vai censurar a escola, não vai permitir a formação de cidadãos. A boa escola é aquela que dá espaço para o aluno debater" (Germano Luders/Exame)

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Da Redação

Publicado em 25 de agosto de 2016 às 19h50.

São Paulo - Estudantes realizaram na tarde desta quinta-feira, 25, um protesto na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) contra o programa do grupo Escola sem Partido, que restringe a liberdade de cátedra e prevê a criação de canais de denúncia e a instalação de cartazes nas escolas para impedir que professores expressem opiniões políticas e religiosas em sala de aula.

No Estado, foram apresentados dois projetos de lei pelos deputados Luiz Fernando Machado (PSDB) e José Bittencourt (PSD) - em projetos diferentes, mas com textos iguais - para a introdução do programa.

No último dia 16, os dois projetos foram rejeitados pela Comissão de Educação da Alesp, mas ainda podem seguir para votação em plenário.

Um grupo de oito estudantes da rede estadual de São Paulo, que participam do grupo teatral Satyros Teens, fizeram uma encenação em frente à assembleia sobre como seria uma aula se o projeto for aprovado no Estado. Os jovens chamaram o projeto de "lei da mordaça".

"É um projeto que vai censurar a escola, não vai permitir a formação de cidadãos. A boa escola é aquela que dá espaço para o aluno debater, que incentiva o aluno a pensar", disse o ator e estudante André Luís dos Santos, de 17 anos.

A atriz e estudante Maria Sol, de 15 anos, disse estar muito preocupada com a possibilidade de aprovação do projeto que institui a Escola Sem Partido no Estado.

"Eu só me tornei o que sou hoje, porque dentro de sala de aula sempre fui estimulada a debater, discutir e conhecer novas ideias. Sem isso, saem perdendo os estudantes e professores."

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