Alckmin corta bônus de escolas invadidas

As escolas ocupadas representam cerca de 3,4% das 5.147 unidades da rede paulista

São Paulo - A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) não pagará bônus em 2016 aos servidores das escolas estaduais ocupadas - o número subiu para 174 nessa quarta-feira, 25.

Nessas unidades, não houve ou não foi concluída a aplicação do Saresp, principal avaliação de aprendizagem da rede. A nota dessa prova também é usada para calcular as gratificações dadas a servidores dos colégios que atingem a meta fixada pelo governo.

A Secretaria da Educação do Estado confirmou a decisão. O entendimento é que, sem a nota do exame, não é possível saber se a escola alcançou a meta. A pasta não disse quantos servidores devem ser atingidos pela medida.

As escolas ocupadas representam cerca de 3,4% das 5.147 unidades da rede paulista.

Neste ano, o governo pagou R$ 1 bilhão em bônus a 232 mil servidores da educação estadual. Em 2015, porém, os professores da rede não tiveram reajuste salarial.

A secretaria alegou restrições orçamentárias, por causa da crise econômica do País. A reportagem não conseguiu contato ontem à noite com a presidência da Apeoesp, maior sindicato dos docentes, nem com a Udemo, sindicato dos diretores.

Protestos

A ocupação de escolas começou há 17 dias, após o governo anunciar o fechamento de 94 colégios - parte de uma reforma da rede.

A ideia dessa reorganização, diz a secretaria, é aumentar o número de unidades com apenas um dos três ciclos (ensino fundamental 1, fundamental 2 ou médio). Em 2016, mais 754 escolas passarão a ter ciclo único. Hoje, 1.143 já funcionam nesse modelo.

Nos últimos dias, manifestantes contrários à reorganização tomaram até escolas que não serão afetadas pela reforma da rede. É o caso da Escola Plínio Negrão, na Vila Cruzeiro, zona sul, ocupada por 40 alunos.

O receio dos estudantes é de que, com o remanejamento de alunos na região, a escola fique com turmas superlotadas. Já a secretaria tem afirmado que não haverá salas cheias após as mudanças.

Nessa unidade, a ocupação ainda interrompeu uma obra de R$ 1,4 milhão. O reparo começou a ser feito há cerca de um mês e envolvia grande parte das instalações do colégio, como quatro salas de aula e um banheiro.

No primeiro dia da ocupação, os pedreiros conseguiram trabalhar, mas houve bate-boca com os alunos após um dos funcionários ter quebrado o cadeado colocado por eles para "proteger" o colégio de estranhos.

Por isso, os operários foram barrados no segundo dia. Parte do colégio ainda está tomada por poeira, cimento e outros materiais. 

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.