Eleição Minas Gerais: Cleitinho segue na dianteira para ocupar a cadeira de governador em 2027 (Waldemir Barreto/Agência Senado)
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Publicado em 19 de setembro de 2026 às 09h00.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) segue isolado na liderança da corrida pelo governo de Minas Gerais, de acordo com a mais recente rodada do Monitor Eleitoral, o agregador de pesquisas da Inteligov divulgado em parceria com a EXAME.
No primeiro turno, ele aparece com 35,37% das intenções de voto, número estável em relação ao levantamento anterior, de 19 de agosto, quando marcava 35,95%.
A briga pela vaga que poderia levar o segundo colocado a um eventual segundo turno com Cleitinho ganhou um novo capítulo. Alexandre Kalil (PDT) registra 13,99%, mas passou a ser pressionado de perto por Patrus Ananias (PT), que soma 12,86%.
Veja os detalhes do Agregador aqui.
Na rodada anterior, Kalil marcava 14,19%, uma queda de 0,2 pp. Já a Patrus subiu 0,66 pp em relação a agosto, quando tinha 12,20%. Com isso, a distância entre os dois caiu para 1,13 ponto percentual.
Entre os demais nomes, o atual governador Mateus Simões (PSD) aparece com 8,59%, Gabriel Azevedo (MDB) tem 5,48% e Flávio Roscoe (PL) soma 3,36%. Ben Mendes (Missão) marca 2,21%, Indira Xavier (UP) tem 1%, Túlio Lopes (PCB) registra 0,37% e Rafael Duda (PSTU), 0,13%. Henrique Áreas (PCO) não pontuou.
Na comparação com os dados anteriores, Cleitinho tem leve queda de 0,19 ponto e Kalil, de 0,18 pp. Patrus é quem mais cresce, com alta de 1,40 pp. Simões e Roscoe sobem 0,20 pp cada, e Gabriel Azevedo, 0,17 pp. Ben Mendes recua 0,13 pp.
De acordo com o medidor de tendência do agregador, Patrus Ananias tem a maior alta entre os candidatos, de 0,40 pp, seguido de perto por Túlio Lopes, com 0,38 pp, e Flávio Roscoe, com 0,37 pp. Rafael Duda também sobe, com alta de 0,14 pp.
Do lado das quedas, Alexandre Kalil tem a maior retração, de 0,61 pp, seguido por Mateus Simões, com recuo de 0,48 pp. Indira Xavier cai 0,33 pp, Ben Mendes recua 0,24 pp, Gabriel Azevedo tem leve queda de 0,06 pp e Cleitinho, líder da corrida, também aparece com tendência de queda discreta, de 0,03 pp.
O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
Na consolidação realizada até as 12h de 31 de agosto, por exemplo, a base recebeu 39 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 431 levantamentos considerados na iteração anterior.