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Aécio diz que Marina é metamorfose ambulante

Candidato do PSDB afirmou ter plena confiança de que estará no segundo turno

Candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, durante uma partida de futebol no Rio de Janeiro (Sergio Moraes/Reuters)
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Da Redação

Publicado em 2 de setembro de 2014 às 18h39.

São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves , reafirmou nesta terça-feira sua convicção de que estará no segundo turno das eleições e classificou a candidatura de Marina Silva (PSB) como uma "metamorfose ambulante".

"De um lado é um governo que reage aos índices das pesquisas, alterando as suas convicções... age até com certo desespero, porque percebe que vai perder as eleições", disse Aécio a jornalistas no comitê de campanha, em São Paulo.

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"E do outro lado o que eu vejo é uma candidatura que mais se assemelha a uma metamorfose ambulante, que altera suas convicções ao sabor das circunstâncias", acrescentou.

Mas se agora critica Marina pela mudança de posições, em maio, ao justificar sua própria defesa do fim da reeleição, criada durante um governo do PSDB, o tucano se classificou como uma "metamorfose ambulante".

"Vou parodiar o presidente Lula e dizer que prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo", disse Aécio na ocasião, referindo-se a uma declaração do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva que usou frase do músico Raul Seixas para justificar mudanças de posição.

Pressionado desde que o último Datafolha o colocou num distante terceiro lugar da disputa, com 15 por cento das intenções de voto para o primeiro turno, enquanto Marina e a presidente Dilma Rousseff (PT) apareceram com 34 por cento cada, Aécio disse ter plena confiança de que estará no segundo turno.

Disse, porém, ter dúvidas sobre quem será sua adversário, já que considerada a candidatura Dilma frágil e já derrotada e a de Marina inconsistente.

Para Aécio, a mudança desejada pela população, que aparece nas pesquisas eleitorais, não vai se dar no dia da eleição e sim ao longo dos próximos quatro anos, ressaltando que o Brasil não pode viver uma nova aventura.

Texto atualizado às 18h39min do mesmo dia.

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