Brasil

Advogado pede ao STJ libertação de Cachoeira

Ele é investigado por suspeita de comandar uma rede de jogos ilegais com máquinas caça-níqueis no Distrito Federal e em vários estados

Advogado do empresário, Márcio Thomaz Bastos protocolou um pedido de habeas corpus no STJ (Heloisa Bortz/Veja São Paulo)

Advogado do empresário, Márcio Thomaz Bastos protocolou um pedido de habeas corpus no STJ (Heloisa Bortz/Veja São Paulo)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de abril de 2012 às 18h51.

Priorizar nos meus resultados Google

Brasília - A defesa do empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pediu nesta segunda-feira ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determine a sua libertação. Preso em fevereiro durante a operação Monte Carlo, Cachoeira está atualmente no presídio federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Advogado do empresário, o ex-ministro da Justiça no governo Lula Márcio Thomaz Bastos protocolou um pedido de habeas corpus no STJ. Cachoeira é investigado por suspeita de comandar uma rede de jogos ilegais com máquinas caça-níqueis no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Tocantins, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Pará.

A defesa do empresário já tentou outras vezes libertá-lo da prisão, mas até agora não obteve sucesso. Em março, o Tribunal Regional Federal (TRF) rejeitou um pedido de soltura de Cachoeira. O Ministério Público Federal posicionou-se contra o requerimento argumentando que a prisão era necessária para garantir a ordem pública.

O Ministério Público também alegou que a suposta exploração de jogos ilegais teria ocorrido de forma contínua ao longo de mais de uma década. Se não conseguirem convencer o STJ a soltar o empresário, os advogados poderão ainda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No STF já tramita um inquérito para apurar o suposto envolvimento de parlamentares com Cachoeira. Um dos investigados é o senador Demóstenes Torres (GO). No final de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou a quebra do sigilo bancário de Demóstenes Torres. Ele também pediu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que remeta a relação de emendas ao Orçamento apresentadas pelo congressista.

Acompanhe tudo sobre:CorrupçãoEscândalosFraudesJustiça

Mais de Brasil

Por que Flávio Bolsonaro cresceu 9,7 pontos em um mês e encostou em Lula

Lula vai anunciar a proibição de bets nesta sexta-feira em SP

Lula tem 47% e Flávio, 45%, no 2º turno, aponta Datafolha

Governo mira 13 apps de 'namorados de IA' por riscos a crianças e adolescentes