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Acre registra caso suspeito de Mpox; Brasil tem 46 casos confirmados

Prefeitura de Rio Branco confirmou que caso envolve mulher de 40 anos com sintomas compatíveis com a doença

Mpox: Erupções cutâneas ou lesões de pele aparece entre os sintomas (Freepik)

Mpox: Erupções cutâneas ou lesões de pele aparece entre os sintomas (Freepik)

Publicado em 21 de fevereiro de 2026 às 19h20.

A capital do Acre, Rio Branco, anunciou um caso suspeito de Mpox neste sábado, 21, em coletiva de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde. Trata-se de uma mulher de 40 anos que procurou uma unidade pública após apresentar sintomas compatíveis com a infecção.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rennan Briths, foram coletados exames, com a expectativa de que o resultado seja divulgado até a quarta-feira, 25.

"A nossa equipe da vigilância está acompanhando a paciente e ela segue cumprindo todos os protocolos de isolamento para evitar uma possível contaminação", disse o secretário.

Dados do Ministério da Saúde apontam, em 2026, 46 casos confirmados de Mpox no país, sendo a maioria (41) no estado de São Paulo.

Um caso é dado como "provável" e outros 98 como suspeitos. Não há óbitos registrados. Desde 2022, o Ministério da Saúde registrou 18 mortes por Mpox no país, de um total de 14.530 casos confirmados e 367 prováveis.

O que é a Mpox?

A Mpox é causada pelo vírus MPXV e é uma doença zoonótica – ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos, principalmente por roedores silvestres infectados. A principal forma de transmissão, porém, ocorre entre pessoas, seja por:

  • contato direto com lesões na pele;
  • contato com fluidos corporais, como pus e sangue das feridas;
  • secreções respiratórias em situações de contato próximo e prolongado;
  • objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.

Os sintomas costumam aparecer entre três e 16 dias após o contato com o vírus e podem chegar a 21 dias. As lesões na pele geralmente surgem poucos dias depois da febre, mas podem aparecer antes. Os sinais mais comuns são erupções ou lesões na pele, febre, ínguas (linfonodos inchados), dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.

As lesões evoluem de manchas para bolhas com líquido e depois formam crostas, que caem à medida que a pele cicatriza. A transmissão do vírus pode ocorrer desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.

O diagnóstico é feito por exame laboratorial, a partir da secreção ou das crostas das lesões. Não há, até o momento, um medicamento específico amplamente disponível para tratar a Mpox. O atendimento é voltado para aliviar os sintomas.

Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve a moderada e dura entre duas e quatro semanas.

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