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Forte onda de calor na Europa e EUA provoca aumento no preço do milho

Clima sufocante nos Estados Unidos e Europa faz milho caminhar para nova alta por causa de riscos para a colheita; guerra na Ucrânia já compromete metade da produção no país

Milho: colheita na Europa e EUA pode ser prejudicada com onda de calor (Yara/Divulgação)

Milho: colheita na Europa e EUA pode ser prejudicada com onda de calor (Yara/Divulgação)

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Bloomberg

Publicado em 18 de junho de 2022 às 15h34.

Última atualização em 18 de junho de 2022 às 15h56.

O milho caminha para o maior avanço semanal desde março, com lavouras nos EUA e Europa atingidas por uma onda de calor precoce às vésperas do início do verão.

O verão só começa oficialmente no hemisfério norte na terça-feira, mas as temperaturas já estão sufocantes. Os termômetros registraram níveis recordes em cidades como Chicago esta semana, e o governo dos EUA espera calor mais intenso do que o normal na maior parte do país de julho a setembro. A Europa também sofre com uma onda de calor.

O clima quente pode ser bom para as colheitas nesta época do ano, mas os riscos são amplificados se permanecer por muito tempo. As condições do milho nos EUA até agora se mantiveram melhores do que na safra passada, enquanto levantamentos na França estão apenas ligeiramente inferiores a 2021. As colheitas dessas regiões são cada vez mais vitais este ano porque a guerra na Ucrânia restringe suas exportações e produção.

“Há preocupações de que as temperaturas extremas repentinas sejam prejudiciais para o milho”, disse a CRM AgriCommodities, com sede no Reino Unido, em nota.

Os futuros em Chicago subiram até 1,9%, para US$ 7,4775 o bushel, a caminho de um ganho semanal de 3,8%. A Soja subia 0,6%.

A invasão russa comprometeu as perspectivas de colheita na Ucrânia, um dos maiores exportadores do mundo. Dados de satélite processados pela Maxar indicam que a produção do país pode encolher mais de 50%.

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