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Starlink, de Elon Musk, está autorizada a enviar mais 7.500 satélites no espaço

Ao todo, empresa poderá operar até 15 mil unidades em órbita; metade delas precisa estar ativa até o fim de 2028

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 10h11.

Última atualização em 12 de janeiro de 2026 às 10h12.

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) autorizou a SpaceX a lançar mais 7.500 satélites do projeto Starlink Gen2, o que eleva para cerca de 15 mil o total de unidades que a empresa de Elon Musk poderá manter em órbita.

A decisão representa um passo estratégico para o plano da companhia de expandir a oferta global de internet via satélite. Inicialmente, a empresa havia solicitado autorização para lançar 30 mil satélites de segunda geração, mas o órgão regulador americano limitou o número permitido pela metade.

Mesmo assim, a aprovação foi vista como uma vitória pela SpaceX, que depende dessa infraestrutura para manter sua liderança no setor.

A autorização também revoga exigências anteriores impostas pelo governo dos EUA que impediam sobreposição de cobertura entre os satélites e restringiam a ampliação da capacidade da rede.

A nova decisão permitirá à SpaceX oferecer conexões mais rápidas e confiáveis, com velocidades que podem chegar a 1 Gbps — o suficiente para competir com conexões terrestres de fibra ótica em algumas regiões remotas.

A FCC impôs, no entanto, um cronograma: 50% dos novos satélites devem estar em operação até 1º de dezembro de 2028, e o restante até dezembro de 2031. Isso força a SpaceX a manter um ritmo constante de lançamentos e atualizações, além de ampliar sua capacidade de gestão de tráfego espacial.

Problema de escala

A medida também ocorre após um período de tensão entre Musk e o governo dos EUA, especialmente em razão de declarações públicas do empresário e decisões políticas ligadas à plataforma X, antes conhecida como Twitter. A recente reaproximação entre as partes pode ter favorecido a concessão da licença.

Apesar da escala da operação, a decisão reacende preocupações da comunidade científica. Astrônomos têm alertado sobre os impactos da constelação de satélites na observação do céu noturno, especialmente pela poluição luminosa causada pelos reflexos dos painéis solares. Além disso, especialistas em segurança espacial alertam para o aumento do risco de colisões e da geração de detritos orbitais, conhecidos como space junk.

No início de 2024, a própria SpaceX foi obrigada a reduzir a altitude de parte de sua frota justamente para mitigar riscos de impacto com outros objetos em órbita, o que adiciona complexidade à operação de larga escala que a empresa está executando.

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