Tecnologia

Novas famílias de vírus para Android crescem 270%

Empresa F-Secure apontou o surgimento de 37 novos tipos de famílias de malwares no primeiro trimestre de 2012

Estudo aponta que os vírus do tipo “Trojan” foram responsáveis por 84% das ameaças disseminadas (Divulgação)

Estudo aponta que os vírus do tipo “Trojan” foram responsáveis por 84% das ameaças disseminadas (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 22 de maio de 2012 às 10h12.

São Paulo - Estudo feito pela empresa de segurança virtual F-Secure apontou o surgimento de 37 novos tipos de famílias de malwares para Android durante o primeiro trimestre de 2012. No mesmo período, o número de pacotes de aplicativos maliciosos no formato APK (Android Application Package Files - formato adotado pelo Google para instalar apps em smartphones Android) saltou de 139 para 3.069.

O estudo elaborado pela F-Secure mapeou as principais ameaças cibernéticas voltadas para o ambiente móvel no primeiro trimestre de 2012. Ao todo, foram contabilizadas 37 novas famílias e variações de aplicativos maliciosos para a plataforma Android, contra apenas 10 registradas no mesmo período de 2011. Já o número de ameaças presentes em pacotes de aplicativos do tipo APK saltou de 139 para 3.069 nos últimos 12 meses, ou seja, um crescimento de 2.100%.

O estudo da F-Secure aponta ainda que os vírus do tipo “Trojan”, uma espécie de programa intruso que se instala no dispositivo se passando por um software autêntico, foram responsáveis por 84% das ameaças disseminadas no período.

Outra constatação é que quase 70% das amostras coletadas de novos tipos de malwares para plataformas móveis foram criadas com o intuito de extrair dados de usuários que possam ter algum valor comercial, tais como senhas bancárias, números de cartões de crédito ou informações cadastrais.

O estudo destaca que um dos pontos que mais chamam a atenção é o nível de sofisticação alcançado pelos autores desses vírus. Muitos dos malwares realmente “entregam o que prometem”. Por exemplo, no caso de um game, será realmente instalada uma cópia do jogo no dispositivo. Isso dificulta a percepção do usuário de que na verdade ele está sendo vítima de um crime cibernético.

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