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Twitter e Facebook suspendem perfis de hackers que defendem WikiLeaks

Desde o início da semana, grupo ataca sites de empresas que cancelaram serviços ao WikiLeaks

Perfil da Operation Payback foi suspenso no Twitter (Reprodução/Twitter)

Perfil da Operation Payback foi suspenso no Twitter (Reprodução/Twitter)

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Da Redação

Publicado em 9 de dezembro de 2010 às 10h29.

São Paulo – Os sites Facebook e Twitter suspenderam na noite de quarta-feira (8) as contas da “Operation Payback” (“Operação dar o troco”, em tradução livre), uma campanha que desde o início da semana promove ataques contra site de empresas como a MasterCard e a Visa e da Promotoria de Justiça da Suécia. A operação, criada por um grupo de hackers intitulado “Anonymous”, é uma represália a ações contra o WikiLeaks, e seu fundador, Julian Assange, preso desde a terça-feira (7).

A conta da Operation Payback no Facebook foi retirada do ar pouco depois das 20 horas (horário de Brasília). O grupo ainda chegou a postar, no Twitter, a mensagem “Failbook banned our page”, por meio do perfil @Anon_Operation, antes da página no site de microblogging também ser suspensa.

Mais cedo, os hackers já haviam ameaçado atacar o Twitter, depois de acusar a empresa de censurar a hashtag #wikileaks da lista de assuntos mais comentados. O Twitter emitiu um comunicado em que nega qualquer tipo de censura e diz que a confusão se deve ao algoritmo de classificação dos chamados Trending Topics, que prioriza assuntos que momentaneamente se destacam e não necessariamente termos com o maior volume de posts.

Desde que começou a divulgar centenas de milhares de telegramas secretos de diplomatas norte-americanos, o site WikiLeaks vem enfrentando dificuldades para se manter no ar. Depois de sofrer ataques de negação de serviço e ter suas páginas tiradas do ar por dois provedores dos Estados Unidos, a organização teve de migrar seus arquivos para um servidor na Suíça.

O WikiLeaks, que começou a pedir doações de colaboradores para poder se manter, já teve contas bloqueadas pelo banco PostFinance, pelo sistema de pagamentos online PayPal, e pelas operadoras de cartão de crédito Visa e MasterCard. Todos alegam que as atividades praticadas pela organização são consideradas “ilegais”, o que permitira os bloqueios.

O grupo Anonymous, por outro lado, considera que tanto os bloqueios quanto a prisão de Assange, que é acusado de estupro e agressão sexual pela Justiça da Suécia, sejam uma forma de censura ao trabalho do WikiLeaks. “Embora não estejamos filiados ao WikiLeaks, lutamos pelas mesmas razões. Queremos transparência e combatemos censura”, declarou o grupo. Desde o começo da semana, já foram identificados ataques contra o PayPal, o PostFinance, a Visa, a MasterCard e a Promotoria de Justiça Sueca.

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