Tecnologia

Idoso de 71 anos era hacker de quadrilha de cursos piratas

A estimativa é que o grupo causou um prejuízo de 65 milhões de reais aos cursos oficiais e chegou a faturar cerca de 15 milhões

Hacker: idoso de 71 anos quebrava criptografia de vídeos sobre cursos preparatórios (iStock/Thinkstock)

Hacker: idoso de 71 anos quebrava criptografia de vídeos sobre cursos preparatórios (iStock/Thinkstock)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de julho de 2020 às 11h39.

Última atualização em 22 de julho de 2020 às 11h41.

Esqueça todas as ideias pré-concebidas que você pode ter de um hacker. Se, na sua cabeça, ele se parece com o personagem Elliot da série americana Mr. Robot, disponível no streaming Amazon Prime Video, prepare-se para o choque. Um idoso de 71 anos, que morava em Minas Gerais, era o responsável por hackear apostilas e ajudar um esquema de cursos piratas.

O esquema funcionava da seguinte forma: o idoso era a "cabeça" por trás da estratégia e, por possuir conhecimentos avançados em tecnologia da informação, quebrava a criptografia das plataformas de streaming de educação e transferia os arquivos para um servidor particular. Dessa forma, tudo ficava disponível em um site criado pela quadrilha, que foi presa na manhã desta terça-feira (21). A estimativa é que o grupo causou um prejuízo de 65 milhões de reais aos cursos oficiais e chegou a faturar cerca de 15 milhões.

Os cursos roubados eram preparatórios e incluíam opções como concursos para carreiras policiais, fiscais e jurídicas e era vendidas por até 10% do valor dos verdadeiros.

Segundo o jornal mineiro O Tempo, as Polícias Civis de Minas Gerais (PCMG) e do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) cumpriram 9 mandados de prisão e outros 19 de busca e apreensão. O principal suspeito era o ex-aluno da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), de 35 anos, que também foi preso na operação.

Acompanhe tudo sobre:CursosConcursos públicosHackers

Mais de Tecnologia

Empresa de implantes cerebrais de Musk quer cirurgia 'automatizada' em 2026

Samsung quer reinventar o celular — mas cobra caro por isso

Pesquisadores de Pequim desenvolvem chip de alta precisão para aplicações em IA

Meta fecha uma das maiores aquisições de sua história ao comprar startup chinesa de IA