Tecnologia

Governo pode reduzir custo do receptor para TV digital

A liberação da frequência de 700 MHz é essencial para a ampliação das faixas destinadas à banda larga móvel, afirmou nesta quarta-feira o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo


	Televisão: governo quer baixar custos do conversor digital
 (Stock.xchng)

Televisão: governo quer baixar custos do conversor digital (Stock.xchng)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de agosto de 2012 às 18h13.

São Paulo - O governo poderá estimular a compra de receptores digitais à população por meio de redução de custos. Isso se até 2016 a migração da TV analógica, que utiliza a frequência de 700 MHz, para a digital não estiver completa, disse nesta quarta-feira o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. "A migração está indo bem, mas precisamos acelerar a adoção da TV digital nas residências. Se, em 2016, tivermos 10, 15 milhões de televisores analógicos, vamos ter que pensar, pois não podemos desligar a frequência analógica", afirmou, após participar de seminário promovido pela empresa desenvolvedora de tecnologia Qualcomm.

A liberação da frequência de 700 MHz é essencial para a ampliação das faixas destinadas à banda larga móvel, como de quarta geração (4G). Segundo ele, mesmo ainda faltando três anos e meio para o desligamento dessa frequência, o governo já pretende começar o processo de licitação dessa faixa. "A estimativa é licitar no segundo semestre do ano que vem. A presidente Dilma me cobrou e me comprometi em entregar em 60 dias um esboço de plano de trabalho para construção de um edital e de um modelo de negócios", afirmou, acrescentando que as empresas de telecomunicações podem "arcar com os custos" para desocupação dos canais.

Smartphones - O ministro destacou durante apresentação a executivos do setor de telecomunicações que recebeu a confirmação do governo sobre a desoneração tributária dos smartphones, aprovada pelo Congresso dentro da Lei do Bem. "Isso vai possibilitar a produção a menor custo e baratear os preços dos aparelhos. Isso vai desenvolver o mercado."

Segundo Bernardo, outra ideia é estimular a produção de peças e componentes para fabricação de smartphones. "O Brasil poderá se transformar não só em uma plataforma de consumo, mas também de produção dessas tecnologias", afirmou.

Acompanhe tudo sobre:Governo DilmaTelecomunicaçõesTVTelevisão

Mais de Tecnologia

Power banks estão proíbidos em voos, segundo nova norma de agência de aviação internacional

Starcloud se torna unicórnio e capta US$ 170 milhões para construir data centers no espaço

Celular no Google põe fim nas câmeras saltadas na traseira do aparelho

Macbook Neo expõe fragilidade do Windows ao levar experiência premium com preço mais baixo