Tecnologia

Google corrige bug que afeta 99% dos Androids

A correção, por enquanto, não está disponível para os usuários, mas deve ser liberada em breve, por meio de serviço de updates


	Foi identificada uma “chave mestra” no Android que poderia permitir a um cracker tornar qualquer app virtualmente em um aplicativo malicioso
 (Josep Lago/AFP)

Foi identificada uma “chave mestra” no Android que poderia permitir a um cracker tornar qualquer app virtualmente em um aplicativo malicioso (Josep Lago/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de julho de 2013 às 17h40.

São Paulo – O time de engenharia do Google corrigiu uma vulnerabilidade que poderia afetar até 99% dos aparelhos Android e colocar a segurança dos smartphones em risco.

A correção, por enquanto, não está disponível para os usuários. O Google liberou o patch de atualização para os fabricantes que vendem aparelhos Android. Eles, por meio de serviço de updates, vão liberar em breve a correção.

A falha foi descoberta neste ano pelo time da empresa BlueBox Security. Os técnicos da empresa identificaram uma “chave mestra” no Android que poderia permitir a um cracker tornar qualquer app virtualmente em um aplicativo malicioso.

Este malware, diz a BlueBox, permitiria aos crackers remotamente capturar dados e controlar funções no dispositivo como ligações e mensagens, tudo sem chamar a atenção do dono do aparelho, do Google e mesmo do desenvolvedor do app.

4 anos - De acordo com a BlueBox Security, a vulnerabilidade existe desde o lançamento do Android 1.6 Donut, que estreou em 2009.

A empresa revela que identificou um método por onde o cracker poderia modificar o código APK do aplicativo sem precisar quebrar a assinatura criptografada usada para autenticá-lo. Ou seja, apps poderiam ser carregados com malware, mas apareceriam como legítimos.

Já que apps verificados têm acesso completo ao sistema Android e todas as aplicações instaladas no aparelho, a falha de segurança identificada é potencialmente alarmante, no entanto segue apenas na teoria uma vez que não há detalhes de como os apps maliciosos e suas atualizações seriam entregues aos usuários.

A BlueBox Security afirmou que relatou o ocorrido ao Google em fevereiro deste ano.

Acompanhe tudo sobre:AndroidEmpresasEmpresas de internetEmpresas americanasempresas-de-tecnologiaGoogleSmartphonesIndústria eletroeletrônicaTecnologia da informação

Mais de Tecnologia

Cisco sofre ataque após falha em ferramenta de segurança usada por desenvolvedores

Instagram Plus? Meta testa assinatura paga para liberar funções como 'superlike'

Microsoft estuda construir usina de US$ 7 bilhões para abastecer data centers

50 anos da Apple: como Tim Cook ajudou a salvar a dona do iPhone da falência