Rede Wi-Fi para convidados: recurso do roteador cria um acesso separado, com nome e senha próprios, para visitantes (Thinkstock/Thinkstock)
Colaboradora
Publicado em 4 de novembro de 2026 às 09h00.
Para liberar internet a uma visita sem entregar a senha principal do Wi-Fi, o caminho é ativar a rede de convidados do roteador, com nome e senha próprios. No Google Home, a função fica em Configurações de rede; em roteadores comuns, no app do fabricante ou no painel acessado pelo navegador. Bloquear o acesso à rede local e desligar a rede após a visita reduz os riscos.
A visita não precisa da senha principal do Wi-Fi. Para liberar internet a quem chega em casa, a alternativa mais segura é ativar uma rede Wi-Fi para convidados, com nome e senha próprios, separada da rede onde ficam computadores, celulares, câmeras e impressoras. O recurso está presente na maior parte dos roteadores vendidos no Brasil e nos sistemas mesh do Google, configurados pelo app Google Home.
A rede separada evita dois problemas comuns: a necessidade de trocar a senha em todos os aparelhos da casa quando ela circula demais e a exposição de dispositivos pessoais a celulares de terceiros.
Na rede principal, todo aparelho conectado convive com os demais. Um celular de visita infectado por malware passa a dividir o mesmo espaço com o notebook de trabalho e as câmeras de segurança. Em muitos casos, o convidado consegue até enxergar e controlar esses equipamentos, como transmitir um vídeo para a TV da sala.
Lâmpadas e tomadas inteligentes costumam ter camadas de proteção mais simples que computadores e recebem menos atualizações. São os aparelhos mais expostos quando um dispositivo desconhecido entra na rede.
Há também um custo operacional. Se a senha principal vazar, ela precisa ser trocada em cada equipamento da casa, do videogame à impressora.
A rede de convidados (guest network, em inglês) é um segundo Wi-Fi gerado pelo mesmo roteador, com nome e senha diferentes. Quando o isolamento está ativo, quem se conecta a ela navega na internet, mas não acessa os aparelhos da rede principal.
Em alguns sistemas, o dono da casa decide quais equipamentos ficam visíveis para os visitantes. A central de ajuda do Google cita como exemplos um aparelho de streaming, uma smart TV, uma caixa de som sem fio ou uma impressora.
Quem usa Google Wifi, Nest Wifi ou Nest Wifi Pro faz a configuração pelo app Google Home, disponível para Android e iPhone:
O mesmo menu permite editar o nome, trocar a senha, revisar os dispositivos compartilhados ou desligar a rede de convidados quando a visita for embora.
No Google Home, a opção Compartilhar senha, na área de Wi-Fi, mostra as redes da casa. Basta deslizar até a rede de convidados e escolher entre copiar a senha ou enviá-la por mensagem ou e-mail.
Em telas Nest, o nome da rede e a senha aparecem ao deslizar o dedo de cima para baixo e tocar em Conectividade e em Wi-Fi para convidados. Quem não quer a senha exposta na tela pode desmarcar essa exibição em Configurações de rede, no app.
Fora do Google, o próprio celular gera um QR Code com os dados da rede. No Android, a opção aparece ao tocar na rede conectada e em Compartilhar; no iPhone, o compartilhamento funciona por proximidade entre aparelhos Apple. O código gerado na hora, no próprio aparelho, é mais confiável que um QR Code recebido por mensagem, que pode levar a páginas falsas.
Roteadores de operadoras e de marcas como TP-Link, Intelbras e D-Link costumam oferecer o recurso pelo app do fabricante ou pelo painel de administração, acessado no navegador. O nome varia entre Rede de convidados, Rede para visitantes, Guest Network e Guest Zone.
Alguns modelos permitem definir prazo de validade para a rede ou limite de velocidade para os visitantes. Se o roteador da operadora não tiver a função, o suporte da empresa informa se há atualização disponível ou troca de equipamento.
Não. Em fevereiro de 2026, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Riverside e da KU Leuven, na Bélgica, apresentaram no simpósio NDSS o AirSnitch, um conjunto de técnicas que contorna o isolamento entre aparelhos conectados ao Wi-Fi, mesmo com criptografia WPA2 ou WPA3.
O ataque exige que o invasor já esteja dentro da rede, como convidado, por exemplo. Por isso, o risco é maior em redes públicas e corporativas do que em uma casa com senha forte. Fabricantes como a D-Link liberaram atualizações de firmware para reduzir a falha.
Em casa, o CERT.br recomenda atualizar o firmware do roteador e trocar a senha de administração. Para a rede de visitas, valem ainda a senha longa e exclusiva, o isolamento de clientes ativado, o compartilhamento de aparelhos só quando necessário e o desligamento da rede quando não há convidados.
As duas redes dividem o mesmo plano de internet. Downloads pesados de um visitante podem afetar quem está em casa, mas alguns roteadores permitem limitar a velocidade da rede de convidados.
Pode, mas desligá-la entre as visitas reduz a chance de vizinhos ou ex-visitantes continuarem usando o acesso. Alguns modelos permitem programar a validade da rede.
Com o isolamento ativo e sem dispositivos compartilhados, o convidado acessa apenas a internet, sem enxergar computadores ou pastas compartilhadas da rede principal.
A alternativa é passar a senha principal apenas a pessoas de confiança e trocá-la depois, se necessário. Outra opção é substituir o aparelho por um modelo com rede de convidados e isolamento de clientes.
Sim. Repetir a senha principal anula a separação entre as redes. O Google, por exemplo, orienta usar nome e senha diferentes dos da rede principal.