Dell Venue 11 série 5000

A Dell produz um grande número de linhas de notebooks, cada uma voltada para diferentes tipos de consumidores. A linha Venue 11 é, no momento, composta por tablets de 11 polegadas com diferentes configurações e acessórios disponíveis à parte, mirando no consumidor que não se preocupa com poder de processamento e preza pela portabilidade. Design Tablets […]
Por Luccas FranklinPublicado em 30/07/2015 16:03 | Última atualização em 30/07/2015 16:03Tempo de Leitura: 15 min de leitura
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A Dell produz um grande número de linhas de notebooks, cada uma voltada para diferentes tipos de consumidores. A linha Venue 11 é, no momento, composta por tablets de 11 polegadas com diferentes configurações e acessórios disponíveis à parte, mirando no consumidor que não se preocupa com poder de processamento e preza pela portabilidade.

Design

Tablets rodando versões completas do Windows 8.1 não são exatamente novidade, mas o Venue 11 parece uma boa adição à categoria, pesando 765g e medindo 28 x 17,3 x 1 cm. A traseira é feita de plástico e pode ser removida para acesso à bateria e a um slot de chip de operadora (cartão SIM), que no caso da versão testada pelo INFOlab, veio desativado. Apesar disso, ele está completo, inclusive com a proteção de metal e o mecanismo de travamento do cartão. No site da Dell, não há menção de uma versão com acesso a redes móveis, apesar disso. 

Também fica na parte traseira uma câmera de 8 MP, com qualidade bastante questionável. Ainda assim, é útil ter uma câmera para a leitura de códigos de barra, QR, entre outras coisas para as quais a qualidade de imagem não importa. É a câmera como mais um input de dados, para a digitalização de informações, não o registro de belos momentos ou criação artística. Um sinal dos tempos, de certa forma.

O lado esquerdo do tablet possui uma porta USB 3.0, uma microUSB (utilizada para carregar o aparelho), uma saída de som, os botões de volume e uma entrada combo P2. O lado direito possui outra saída de som, uma saída mini HDMI, um slot para cartões microSD e uma porta Kensington. A parte de cima não possui nenhum tipo de porta, enquanto a de baixo possui uma porta proprietária da Dell, para conexão com um teclado acessório.

Desempenho

O modelo que nos foi enviado pela Dell é o de entrada da linha Venue 11 Pro, que conta com uma tela de resolução Full HD IPS, processador Intel Atom Quad Core Z3770 de 2,4 GHz, 2 GB de RAM DDR3 1 333 MHz e com SSD de 64 GB.

Se os tudo isso lhe parece pouco, suas suspeitas estão corretas. Este é um computador para consumo de conteúdo na internet e nada muito além disso. Ele cumpre bem o papel de assistir vídeos sem travar, já que a tela pequena com resolução de 1 920 por 1 080 pixels é excelente e a densidade de pixels por polegada tornam os vídeos bastante bonitos.

A tela também é perfeita para ser usada com naturalidade no modo de alta densidade de pixels do Windows, que aumenta o tamanho do texto e ícones, trocando-os por opções de alta resolução, tomando maior espaço da tela. Não é a melhor tela para produtividade, mas considerando que o tablet não vem sequer com um teclado, vê-se que esse não é seu uso primário.

O som é, como esperado, não muito alto, mas se sai bem. A menos que o volume seja utilizado no máximo, a distorção é mínima, com os graves bem sem potência em comparação aos agudos, mas nada disso é surpresa. A porta P2 e a HDMI serão utilizadas com frequência para enviar o sinal de áudio para um sistema de som mais apropriado.

Jogos também não são seu forte, nem de longe. Conhecendo as limitações da baixa quantidade de memória RAM e do processador de baixo custo, fizemos nossos testes com diversos jogos independentes ou mais simples, que demandam menor poder de processamento da CPU e GPU. Mesmo nesse caso, o resultado foi que o Venue 11 sofre bastante, mesmo para rodar jogos básicos. A lista abaixo se refere ao desempenho dele com todos os jogos rodando a 1080p.

Nighogg (2014) roda liso, devido à forma como é programado, mas a execução dele é lenta. Não chega a ser inviável de ser jogado, só que ele fica mais fácil, porque todos os personagens se movem com a metade da velocidade normal. O game roda, em condições ideiais a 60 fps. No Venue 11, ele atingiu uma média de 37 fps durante os testes do INFOlab, o que prejudica bastante a experiência do jogador.

Dustforce (2012) rodou muito bem, acima de 50 fps em todos os casos. Insuficiente para aqueles que o jogam com o intuito de bater recordes, mas é possível terminar o jogo com uma experiência aceitável.

Jamestown (2011) também rodou perfeitamente, com 62 fps cravados, durante todo o teste.

Dust: An Elysian Tail (2013) foi praticamente impossível de ser jogado. Com bastante atraso nos comandos e uma média de 15 fps, ele passa longe dos 30 mínimos aceitáveis para um jogo de ação/plataforma.

Portal (2007), o único jogo 3D de nossa lista, rodou entre 10 e 25 fps, dependendo do tamanho da sala em que nos encontrávamos, com configurações médias de gráficos. Podemos supor que se tornará impossível de jogar nas salas mais complexas, próximas ao final do jogo.

Hammerwatch (2013, um dos jogos mais simples) teve o pior desempenho: 7 fps. Isso ocorre provavelmente devido a uma má otimização do jogo e a culpa do baixo desempenho não é exclusivamente do computador.

Veja os benchmarks a seguir, comparado a seu competidor mais próximo, o Asus T100R$:

PCMark 7 (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
Asus Transformer Book T100 2669
Dell Venue 11 Série 5000 2489
Geekbench (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
Asus Transformer Book T100 2967
Dell Venue 11 Série 5000 2620
3DMark 11 (em pontos) Barras maiores indicam melhor desempenho
Asus Transformer Book T100 235
Dell Venue 11 Série 5000 209

É importante notar que, para games como Portal, que requerem um mouse e um teclado, utilizamos um acessório extra da Dell: um teclado acoplável (vendido separadamente) que também inclui uma bateria extra. Não seria possível utilizar mouse e um teclado comum simultaneamente apenas com o tablet, a menos que se utilize um hub USB, já que o Tablet possui apenas uma porta USB.

Bateria

A bateria do Venue 11 teve um desempenho um tanto quanto estranho: Durou 6 horas e 44 minutos no nosso teste de vídeo (uma duração mediana, para tablets), mas 5 horas e 1 minuto em nosso teste de uso intenso (uma duração fantástica). Ou seja, a vantagem da autonomia para a reprodução de vídeos em relação ao uso intenso é de 34%. Este número costuma ser, no entanto, próximo a 150%, segundo os testes do INFOlab. Uma das possíveis explicações para isso é a de que, mesmo trabalhando no pico de sua capacidade, o processador Atom, de baixo desempenho, ainda gasta pouca bateria, com a iluminação da tela sendo responsável pela maior parte dos gastos. Para todos os testes foi utilizada apenas a bateria do tablet, diferente do que ocorre com outros 2 em 1, como o Asus T100TA ou o Dell Latitude 7350, que contaram com suas baterias extras localizadas no teclado. O motivo para isso é o fato de que o teclado é vendido separadamente no caso do Venue 11 e incluso com os demais produtos.

Vale a pena?

É necessário saber muito bem o que se vai comprar se você considera adquirir um Venue 11 Pro. Ele é uma boa máquina para consumo de vídeo e fotos, por conta da boa tela, além de não travar nas funções mais simples, de navegação na internet e utilização de pacote Office. No entanto, pelo que vimos, é só isso.

Fica difícil recomendar este tablet, já que, pelo preço de 1 600 reais, não vem inclusa nem a base com teclado e bateria extra, que custa 589 reais adicionais. O produto também não vem com a dock de carregamento, que sai por mais 410 reais. Esse acessório dá mais versatilidade ao tablet, adicionando uma saída HDMI, uma Displayport, duas USB 3.0 extras, além de uma porta ethernet.

Em suma, o Dell Venue 11 Pro é um aparelho de 1 599 reais, que tem pouquíssimo poder de processamento e pouco espaço de armazenamento. Fora isso, ele roda um sistema operacional ainda muito dependente de trackpad e teclado – o que deve acarretar mais custos para o consumidor conseguir a melhor experiência possível com esse produto.

É possível encontrar laptops maiores e mais potentes, pelo mesmo preço, caso a intenção seja usá-los para a produtividade. Caso o consumo de mídia seja o ponto mais desejável, um tablet Android seria mais recomendável por possuir um sistema operacional e aplicativos mais amigáveis ao toque, além de uma melhor duração de bateria e um preço menor. Se seu orçamento fosse limitado demais para adquirir dois produtos e você precisasse de um tablet tanto para assistir a vídeos como para produtividade, o Venue 11 poderia ter sido uma opção, não fosse a existência do Asus Transformer T100TA, que custa 1 700 reais, já inclui um teclado com bateria extra e HD de 500 GB embutido – além de ter desempenho levemente superior.

Ficha técnica

Processador Atom Quad Core Z3770 de 2,4 GHz
RAM 2 GB DDR3L 1333MHz
Armazenamento SSD 64 GB
Tela 10,1' Full HD IPS Touchscreen
Sistema Operacional Windows 8.1
Bateria 5 horas
Wi-Fi 802.11 b/g/n
Peso 765 g
GPU Intel HD Graphics (Bay Trail)

Avaliação técnica

Prós Boa tela, boa bateria, bateria removível, saída HDMI
Contras Baixo desempenho, acessórios caros e essenciais
Conclusão Um tablet para ver vídeos e navegar na internet. Nada além disso.
Configuração 6.8
Usabilidade 7,5
Bateria 7,5
Design 8
Video e Audio 8.5
Média 7.5
Preço R$ 1 600