Tecnologia

Dados em dispositivos móveis devem crescer 300% até 2017

Transmissões de vídeo e web terão taxa de crescimento anual composto médio de 42% e 30%; operadoras terão de melhorar serviços


	Smartphone e tablet: tráfego de dados tem praticamente dobrado anualmente com o aumento da penetração dos smartphones e o lançamento de serviços de mídia mais atraentes
 (Justin Sullivan / Getty Images)

Smartphone e tablet: tráfego de dados tem praticamente dobrado anualmente com o aumento da penetração dos smartphones e o lançamento de serviços de mídia mais atraentes (Justin Sullivan / Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 4 de julho de 2013 às 14h15.

São Paulo - O tráfego de dados em dispositivos móveis deve registrar expansão de 300% até 2017, sendo que as transmissões de vídeo e web terão uma taxa de crescimento anual composto médio (CAGR, na sigla em inglês) de 42% e 30%, respectivamente, segundo dados da Strategy Analytics. Isso, de acordo com a consultoria, representa um desafio para as operadoras de rede, que terão de melhorar a qualidade dos serviços e garantir a satisfação do usuário com a geração de dados em smartphones.

No ano passado, o tráfego de vídeos representou 1,5 Exabyte de dados e a expectativa é de que este número cresça para 8,6 Exabytes em 2017. A consultoria estima que a navegação na web móvel, que representou 2,6 Exabytes de dados em 2012, suba para 9,3 Exabytes daqui a quatro anos.

A Strategy Analytics destaca que o tráfego de dados tem praticamente dobrado anualmente com o aumento da penetração dos smartphones e o lançamento de serviços de mídia mais atraentes. "À medida que os mercados desenvolvidos amadurecem, esperamos uma desaceleração no crescimento do tráfego para a taxa CAGR de 32%, mas ainda assim vai forçar as operadoras a encontrar novas maneiras de lidar com o grande volume de dados, que deve crescer de 5 Exabytes para 21 Exabytes por ano até 2017", declarou o diretor executivo de apps e mídia da Strategy Analytics, David MacQueen.

Os números incluem serviços de dados que abrangem todos os tipos de telefones celulares no mundo, mas excluem o tráfego em tablets. A maior parte desse tráfego vem do uso de smartphones em vez de aparelhos mais básicos. Segundo Susan Welsh de Grimaldo, diretora de redes sem fio e serviços de plataformas da consultoria, as operadoras móveis estão cada vez mais preocupadas com a entrega de custo eficaz de uma boa experiência de vídeo móvel em smartphones com 3G, 4G e Wi-Fi.

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