Copa estimulou a formação de rede de médicos no WhatsApp

Um dos legados da Copa do Mundo para o Brasil é uma rede formada no WhatsApp com médicos especializados em acidentes com grande número de vítimas

São Paulo – Uma rede de médicos especializados em acidentes com grande número de vítimas é um dos legados da Copa para o Brasil. Conectada por Whatsapp, ela vai continuar no ar mesmo após o fim do torneio.

A nova rede é formada por dois grupos no Whatsapp. Um deles reúne 25 médicos que trabalharam na Copa e trocaram fotos e informações sobre o atendimento dos atletas e de torcedores nas imediações dos estádios.

No outro grupo, 48 especialistas ficaram de stand-by para prestarem auxílio em qualquer ocorrência de grande porte que ocorresse durante o evento – o que, felizmente, não aconteceu.

“O WhatsApp é uma ferramenta útil porque permitir que o médico esteja atualizado sobre o que acontece e troque experiência com colegas”, afirmou o médico Gustavo Fraga em entrevista exclusiva para EXAME.com. 

Surgimento

Fraga é presidente da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (SBAIT). De fevereiro a maio, a entidade promoveu um curso à distância sobre atendimento a vítimas após grandes tragédias envolvendo médicos de todas as cidades-sede (com exceção de Belo Horizonte e Cuiabá). 

O curso terminou dando origem aos grupos, formados apenas por profissionais filiados à SBAIT. “Depois do curso, médicos interessados no assunto criaram o grupo no WhatsApp para casos que exigissem grande mobilização”, afirmou Fraga. 

Durante a Copa, a rede foi acionada em poucas ocasiões – como no último dia 3, quando um viaduto caiu em Belo Horizonte. Segundo Fraga, os membros dos grupos ficaram sabendo do acidente na hora e se prontificaram para ajudar com informações – o que não foi necessário devido ao número mínimo de acidentados.

Neymar

Outro momento de intensa troca de mensagens na rede foi durante o jogo entre Brasil e Colômbia, quando o jogador Neymar fraturou a coluna. 

Naquela ocasião, as discussões foram além da questão do atendimento – já que uma enfermeira do hospital que recebeu o atleta filmou sua chegada e compartilhou com um grupo de amigos no Whatsapp, o que terminou resultando na sua demissão.

“Nosso grupo é regido pelos mesmos princípios éticos que a nossa profissão e isso inclui o compromisso de não divulgar as informações que circulam por ali. Trauma também é doença e as pessoas precisam entender isso”, afirma Fraga.

No próximo dia 30, integrantes da SBAIT vão se reunir para fazer um balanço sobre a nova iniciativa. Mas já está certo que ela será mantida daqui para frente. “Foi uma experiência muito boa. A grande vantagem do Whatsapp é que a informação chega muito mais rapidamente”, afirmou Fraga.

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