Ciência

Cientistas criam pequeno acelerador de partículas "de mesa"

Acelerador desenvolvido por pesquisadores dos EUA é capaz de gerar altas velocidades e pode abrir passagem para obtenção de pequenos aceleradores de partículas


	Amostras em laboratório: além de seu baixo custo, segundo os cientistas, este acelerador de "mesa" é capaz de sustentar altos níveis de aceleração
 (Stan Honda/AFP)

Amostras em laboratório: além de seu baixo custo, segundo os cientistas, este acelerador de "mesa" é capaz de sustentar altos níveis de aceleração (Stan Honda/AFP)

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Da Redação

Publicado em 27 de setembro de 2013 às 15h28.

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Londres- Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos desenvolveu um novo acelerador de partículas "de mesa" menor e mais barato, o que representa um grande avanço para os tratamentos médicos e a pesquisa biológica, informa nesta sexta-feira a revista "Nature".

Este acelerador, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA), é capaz de gerar altas velocidades e pode abrir passagem para a obtenção de pequenos aceleradores de partículas de alta potência que poderiam ser utilizados em escâneres de segurança, tratamentos médicos e em raios-X para a pesquisa biológica.

Um acelerador de partículas é um dispositivo que, graças ao uso de campos eletromagnéticos, acelera as partículas até altas velocidades para que colidam com outras e, assim, se obtenha novas partículas a fim de estudá-las.

Os atuais aceleradores de partículas, cada vez mais utilizados em hospitais para o tratamento de tumores com radioterapia, se baseiam em tecnologia de radiofrequência e costumam ser caros e de grande tamanho.

No entanto, esta equipe de cientistas buscou uma alternativa para criar aceleradores baseados em materiais dielétricos, normalmente utilizados como isolantes elétricos, e com maior capacidade para suportar fortes campos eletromagnéticos, segundo a pesquisa, publicada na versão digital da "Nature".

Estes materiais - entre os quais se encontra o papel, a cerâmica, a borracha e os óleos industriais - foram uma opção muito mais atrativa para os cientistas por seu baixo custo, peso e tamanho.

O novo acelerador criado pelos pesquisadores de Stanford é alimentado através de uma fonte inovadora, um laser infravermelho mais barato e fácil de conduzir que os aceleradores de radiofrequência.

Além de seu baixo custo e sua forma mais compacta, segundo os cientistas, este acelerador de "mesa" é capaz de sustentar altos níveis de aceleração, mais de 250 bilhões de eletrovolts, durante períodos relativamente longos.

Segundo o trabalho, liderado por Robert Byer, este é o primeiro acelerador destas características capaz de acelerar partículas a uma velocidade que previamente só poderia ser gerada por máquinas em massa e de grandes custos.

Byer e sua equipe acredita que seus resultados representem um grande avanço para o desenvolvimento de aceleradores de partículas mais econômicos e compactos.

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