Tecnologia

Cientistas criam aplicativo para identificar marfim ilegal

O programa analisa os dados apresentados por um aparelho de laser que detecta a composição química e origem das presas dos elefantes


	Marfim: "O índice de precisão é de 93%. Podemos distinguir entre marfim africano e asiático"
 (Philippe Lopez/AFP)

Marfim: "O índice de precisão é de 93%. Podemos distinguir entre marfim africano e asiático" (Philippe Lopez/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 18 de dezembro de 2015 às 08h56.

Bangcoc - Pesquisadores da Tailândia desenvolvem um protótipo de aplicativo para celular que ajudará a detectar marfim ilegal graças a uma base de dados que permite localizar sua origem, informou a imprensa local nesta sexta-feira.

Korakot Nganvongpani, chefe da equipe de cientistas da Universidade de Chiang Mai, afirmou que o programa analisa os dados apresentados por um aparelho de laser que detecta a composição química das presas dos elefantes, segundo o jornal "Bangcoc Post".

O aparelho identifica dez tipos de elementos químicos como magnésio, silício e zircônio, que o aplicativo móvel analisa para comprovar se o marfim procede da África ou da Tailândia, o que pode permitir às autoridades certificar sua legalidade.

"O índice de precisão é de 93%. Podemos distinguir entre marfim africano e asiático. No entanto, ainda há um erro de 7% nos resultados, estamos trabalhando para alcançar uma precisão de 100%", disse Korakot.

Os pesquisadores indicaram que o sistema, no entanto, não distingue se está analisando presas, dentes ou ossos (ou derivados), o que também esperam corrigir com mais estudos.

De qualquer forma, os especialistas destacaram que o aplicativo demora quatro minutos em comprovar a origem sem ter de romper o marfim, enquanto a análise por DNA requer duas semanas e, neste caso, é preciso cortar as peças.

Na Tailândia é legal o comércio limitado de presas de elefantes locais, mas as máfias aproveitam esta exceção à proibição do negócio do marfim para camuflar o de origem africana, cuja venda é proibida.

Acompanhe tudo sobre:AppsAnimaisÁsiaTailândia

Mais de Tecnologia

Empresa de implantes cerebrais de Musk quer cirurgia 'automatizada' em 2026

Samsung quer reinventar o celular — mas cobra caro por isso

Pesquisadores de Pequim desenvolvem chip de alta precisão para aplicações em IA

Meta fecha uma das maiores aquisições de sua história ao comprar startup chinesa de IA