Banco do instituto deve ajudar a reconhecer padrões de resposta ao tratamento de acordo com a genética do paciente (Milton Michida/Gov de SP)
Da Redação
Publicado em 1 de junho de 2011 às 08h50.
São Paulo - Os pesquisadores do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) querem popularizar o conceito de ciência translacional. A expressão se refere à integração de diversas frentes de pesquisa sobre câncer desenvolvidas pela Universidade de São Paulo (USP) e outras instituições em torno de um biobanco, um grande estoque de materiais biológicos de pacientes com câncer atendidos na instituição.
A ideia é trilhar um caminho de pesquisa rumo à medicina personalizada, com a qual será possível determinar por que cada paciente responde de modo distinto ao tratamento. Com essa proposta, foi inaugurado ontem o Centro de Investigação Translacional em Oncologia do Icesp, que deve se estabelecer como o maior laboratório de pesquisa oncológica da América Latina. "O novo laboratório representa um avanço na busca de novos tratamentos oncológicos, integrando pesquisadores", disse o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri.
O banco deve ajudar a reconhecer padrões de resposta ao tratamento de acordo com a genética do paciente, explica o médico do Icesp Roger Chammas, que comandará o centro. Em toda a USP, cem grupos de pesquisa serão integrados pelo novo órgão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.