Tecnologia

Carregador falso de iPhone pode ter causado morte de chinesa

A vítima, identificada como Ma Ailun, de 23 anos, foi eletrocutada ao usar o smartphone no momento em que estava sendo carregado


	iPhone: a descarga elétrica causada pelo smartphone ainda está sendo investigada
 (Krisztian Bocsi/Bloomberg)

iPhone: a descarga elétrica causada pelo smartphone ainda está sendo investigada (Krisztian Bocsi/Bloomberg)

DR

Da Redação

Publicado em 16 de julho de 2013 às 09h34.

Pequim - Um carregador falso pode ter causado a morte de uma jovem chinesa que, segundo sua família, se eletrocutou ao tentar utilizar seu iPhone no momento em que o telefone estava sendo recarregado, informa nesta terça-feira a emissora local "CFTV".

A vítima, identificada como Ma Ailun, de 23 anos, aparentemente usava um carregador que não era "original" para recarregar seu celular e este, segundo o especialista Xiang Ligang, poderia ter sido a causa da descarga elétrica, uma hipótese que confirma a versão apresentada pela família da jovem.

"Às vezes, os carregadores falsos economizam na qualidade. O protetor do circuito poderia não ser bom, o que poderia causar uma ruptura do condensador e, posteriormente, uma descarga de 220 volts de energia diretamente à bateria do telefone", explicou Xiang.

Outra possibilidade, segundo Xiang, seria a do carregador ter sido desenhado para ser utilizado em Hong Kong, Taiwan e no Japão, mas não na China continental.

"Hong Kong, Taiwan e Japão têm um padrão elétrico de 110 volts. Mas, na China continental, todos são 220 volts", destacou o especialista consultado pela emissora local, que acrescentou que, neste caso, o carregador poderia ter se partido e "sobrecarregado".

O especialista também assinalou que, normalmente, um carregador "sobrecarregado" pode sobreaquecer a carcaça do telefone, danar os circuitos e inutilizar o dispositivo.


No caso da jovem, no entanto, as autoridades chinesas confirmaram que o iPhone ainda pode ser utilizado mesmo com os visíveis sinais de queimaduras no exterior do mesmo, confirmou hoje o jornal "South China Morning Post", que ressaltou que o cabo de dados do iPhone, o carregador e a tomada estavam intactos.

O fato ocorreu no último dia 11 na região de Xinjiang, no noroeste da China, onde Ma morreu eletrocutada, segundo certificaram as primeiras análises das autoridades. No entanto, a descarga elétrica causada pelo smartphone, como asseguram seus familiares, ainda está sendo investigada.

"Espero que a Apple nos dê uma explicação", publicou a irmã mais velha de Ma após o fato na rede social Weibo - similar ao Twitter -, uma mensagem que é acompanhada de milhares de comentários com alertas e queixas em torno da utilização dos celulares, como constatou a Agência Efe.

Perante a rápida circulação da notícia pela internet na China, a Apple não demorou em publicar uma mensagem dirigida a seus usuários no país asiático.

"Sentimos-nos muito tristes pelo infeliz incidente. Transferimos nossas condolências à família", declarou a companhia americana através de um comunicado de sua sede na China, no qual também confirmaram a abertura de uma investigação sobre o ocorrido em colaboração com as autoridades chinesas.

Acompanhe tudo sobre:iPhoneEmpresasEmpresas americanasempresas-de-tecnologiaSmartphonesCelularesIndústria eletroeletrônicaÁsiaTecnologia da informaçãoChinaApple

Mais de Tecnologia

Samsung quer reinventar o celular — mas cobra caro por isso

Pesquisadores de Pequim desenvolvem chip de alta precisão para aplicações em IA

Meta fecha uma das maiores aquisições de sua história ao comprar startup chinesa de IA

Brasileiro lança startup que promete pagar usuários por dados usados por IAs