Balanços da Apple e da Amazon revelam os impactos da pandemia

Enquanto a Apple deve ter um tombo no faturamento, a expectativa é de um crescimento das receitas da Amazon, impulsionadas pelo aumento das vendas online

As americanas Apple e Amazon divulgam hoje os seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2020. Os números devem mostrar o impacto da pandemia do novo coronavírus, que levou a uma quarentena global e fechou lojas físicas em diversas cidades, no setor de produtos eletrônicos e no comércio online, respectivamente.

Analistas estimam que a Apple deve registrar um faturamento de 54 bilhões de dólares, uma queda de quase 20% em relação aos 67 bilhões de dólares inicialmente projetados pelo mercado. O motivo é que a pandemia afetou a cadeia produtiva de eletrônicos entre janeiro e março deste ano, assim como as vendas, uma vez que a Apple teve de fechar a maioria das suas lojas físicas. No último trimestre do ano passado, a boa receptividade dos iPhones 11 Pro e as vendas de relógios inteligentes ajudaram a companhia a crescer.

O banco Goldman Sachs não tem uma visão positiva em relação à Apple em 2020 e recomenda a venda de ações devido à fraca demanda pelos produtos da companhia neste ano. O banco estima queda de 36% nas vendas de iPhones. Entre janeiro e março deste ano, a queda no valor das ações da Apple foi de 15%. Em abril, as ações voltaram a subir, mas se mantêm abaixo do valor de 2 de janeiro.

Apesar da expectativa de queda nas vendas de smartphones e computadores, a receita com serviços pode ajudar a Apple a passar pela crise. Com as pessoas passando mais tempo dentro de casa, é possível que a empresa tenha aumento no faturamento com o streaming de vídeos Apple TV+, o streaming de música Apple Music e o serviço de atendimento Apple Care.

O impulso das vendas online

No caso da Amazon, a expectativa é de que a empresa informe uma receita entre 69 bilhões de dólares e 73 bilhões de dólares. Com isso, o crescimento anual da companhia seria de 16% a 22%. O aumento das compras na Amazon diminuiu a velocidade de entrega da empresa, mas ela não parou as atividades mesmo durante a quarentena — o que foi alvo de intensas críticas uma vez que trabalhadores de mais de 130 centros de distribuição da varejista contraíram coronavírus. Durante a quarentena, a varejista contratou mais de 175.000 funcionários para atender à crescente demanda de produtos vendidos via internet. E vem sendo cobrada pela

No primeiro trimestre deste ano, as ações da companhia subiram 2,6%, de 1.898 dólares para 1.949 dólares. Em 29 de abril, as ações chegaram 2.370 dólares, mostrando com o coronavírus ajudou no valor de mercado.

O gigante do comércio eletrônico aproveita o momento da quarentena para crescer, como fizeram as empresas de e-commerce Alibaba e JD.com, na China, em 2003, por causa da epidemia da Sars. Atualmente, o Alibaba tem receita de 56 bilhões de dólares ao ano e o JD.com é avaliado em 60 bilhões de dólares.

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